Machu Piccho, o sonho dos turistas.

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Então, depois de tanta aventura, você chega em Águas Calientes e está na enorme expectativa de subir a montanha e conhecer a cidade perdida dos incas! Neste ponto você já tem seu ingresso e escolheu em que período vai subir, então é só pegar o ônibus para chegar na cidade sagrada.

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Antes das dicas práticas e das roubadas, vamos falar um pouco sobre o que você vai encontrar em cima da montanha.

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Machu Picho também chamada de “a cidade perdida dos incas”, é uma cidade pré-colombiana, bem conservada,  localizada no topo de uma montanha da Cordilheira de Vilcabamba, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba.

Consta de uma área chamada agrícola formada principalmente por terraços e recintos para armazenamento de alimentos e uma área urbana, na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléus reais. A disposição dos prédios, a excelência do trabalho, e o grande número de terraços para a agricultura são impressionantes. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios, são distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias. Tudo planejado para a passagem do deus sol!

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Construída por volta  do século XV, foi descoberta somente em 1911 pelo professor americano Hiran Bingham e considerada uma das sete maravilhas do mundo moderno, Machu Piccho, não decepciona nem as mais altas expectativas!

Esse resumo de Machu Piccho, foi o suficiente para eu visita-la com gosto e curiosidade, então, se você não é um estudioso, deve bastar pra bastar pra você também. Agora vamos as dicas espertas que você não lê em qualquer lugar.

– A cidadela fica no topo de uma montanha a cerca de 500 m acima do vale, então o clima é muito instável. Ver a cidade com céu azul é dificílimo! Na maior parte do tempo, as nuvens  encobrem tudo para logo em seguida descobrirem e revelar lindamente. E invariavelmente trazem chuvas e molham tudo, então suba preparado. Leve uma capa que comporte sua mochila, de preferência aquelas tipo “poncho” que são fáceis de tirar e por. Porque é isso que você vai fazer o tempo todo.  Nós fomos na época da seca onde normalmente não chove, mas pegamos chuva todos os dias. O guia disse que o clima ta doido e eu pensei que não é só lá.  Faz frio e calor lá em cima também, leve um casaco mais grosso e gorro de lã, chapéu e protetor solar.

– A cidadela foi construída no topo da montanha mas não é plana. É um sobe e desce o tempo todo que exige um calçado ideal: botas de trekking. Elas protegem seu tornozelo, e não molham na chuva e lama. Não importa se a temperatura esta alta, calce meias grossas e botinas. Mas claro que vi gente de sandália, tênis e até sapato social.

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-Me aconselharam levar repelente de insetos, afinal a cidadela se encontra no meio da uma floresta tropical, mas não senti nenhum mosquito.
– Existem 2 turnos de ENTRADA em Machu Piccho. Atenção que tem hora pra entrar mas não tem hora pra sair. A não ser que você esteja com um guia, você pode por exemplo entrar pela manhã e sair no fim da tarde. Ninguém fica controlando a hora de sair.  Acho que a melhor opção, é separar 2 dias diferentes para visitar a cidadela e dormir 1 noite em Águas Calientes entre os 2 dias, porque se você der azar e não conseguir ver ou fotografar nada, como o tempo muda muito, você ainda tem outra chance no dia seguinte. E procure ir logo na primeira hora do seu turno, seja pela manhã ou à tarde, porque aumentam suas chances de bater fotos sem muitas pessoas por perto.
-Um guia é muito bom para conhecer realmente a história da cidadela. Eles levam aos dois circuitos, começando pelo alto onde a vista é “um clássico”( como dizem eles), e que exige mais da sua forma física, e depois descem indicando os melhores caminhos para fazer o circuito “urbano”. Os dois circuitos levam 4 horas em média, e é puxado, mas vale à pena.
Nós subimos 2 dias, e no segundo fomos sozinhos, sem guia, só pra curtir e fotografar.

– Existem 3 formas de chegar a Machu Piccho:

1-De trem desde Cusco até Águas Calientes, ( 3 a 4 horas) e depois você pega o ônibus pra subir.

2-De trem desde Ollantaytambo(Vale Sagrado) até Águas Calientes ( 1 hora e meia) e depois pega o ônibus pra subir.

3-À pé, pela antiga trilha inca e entrar em Machu Piccho pela Porta do Sol. Para isso é necessário tomar o trem Cusco-Águas Calientes até o km 82 de onde parte o caminho à pé.  São 4 dias de trilha, com pernoites em acampamentos que obviamente exigem além de preparo físico, guias contratados previamente.

– Como já citei anteriormente, não permitem malas grandes no trem Ollantaytambo/Águas Calientes, então você vai precisar de bagagem de mão ou mochilas. Essa é a regra, mas vi muitos turistas com malas enormes em Águas Calientes e não tenho ideia de como é possível.

– Existem outras regras em Machu Piccho que nem sempre são cumpridas, como por exemplo, não pode levar “pau de self”. Vi muitos lá.

-Não há banheiros na cidadela, somente na entrada dela que fica longe, e muitos guardas por lá, monitorando tudo, então, leve água, mas não se esbalde virando toda a garrafinha. Vá aos poucos molhando a boca somente o suficiente.

– Tem todos os tipos de turistas lá em cima, com diferentes necessidades, ritmos, idiomas e interesses, então prepare-se para respeitar! Tudo e todos! É importante para poder curtir.

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– Nós, saímos de Cusco em Van, passamos o dia visitando o Vale Sagrado, nos hospedamos no hotel Casa Andina, e no dia seguinte cedinho pegamos o trem para Águas Calientes onde nos hospedamos no hotel Casa do Sol Boutique e apesar dos dois hotéis serem ótimos, eu hoje, não dormiria 1 noite no Vale Sagrado. Não há necessidade de passar a noite em mais um hotel. Eu pegaria o trem para Águas Calientes depois de conhecer o Vale Sagrado.

Bom, acho que esses são os “detalhes” importantes que você precisa saber para conhecer Machu Piccho, mas não dizem absolutamente nada à respeito da experiência que é conhecer a cidadela!

A cidadela está localizada em um lugar precioso, com uma beleza incomparável, digna de uma moldura, sendo ainda um importante centro energético. Quem escolheu este lugar não se preocupou que enfrentaria para construir a cidadela, referiu dar mais atenção ao maravilhoso ambiente e predominou o critério religiosos-astronômico e a fascinação pela natureza.

É inesquecível e mágico poder conhecer os vestígios de uma civilização tão antiga e ao mesmo tempo tão moderna e arrojada. Machu Piccho é um privilégio!
Bye!