TEATRO-MUSEU DALÍ!

Já falei em um post anterior, sobre Salvador Dalí e minha admiração por sua genialidade. O post em questão, despertou muitos comentários a respeito( o que me surpreendeu), alguns dizendo não gostar do artista e outros dizendo ama-lo. Achei muito interessante, porque é exatamente isso que Dalí sempre quis, polemizar! Fazer pensar, refletir e mostrar que a gente pode pensar e fazer diferente.
Hoje, nesse post vamos ver mais um pouco dele, falando sobre o museu que ele próprio pensou, planejou e construiu.
Dalí nasceu em Figueres, uma pequena cidade da Catalunha, que ele amava demais. Dalí achava que Figueres era o melhor lugar do mundo, só comparável a Cadaqués, praia onde tinha sua outra casa.
Como já contei anteriormente, Dalí era um gênio indomável com um talento imenso e um ego maior ainda. Criava de todas as maneiras possíveis, sem nenhum tipo de escrúpulos ou amarras. Pintava, esculpia, colava, juntava pedaços, enfim, nada era proibido pra ele.
Todas as suas obras, tem um significado imediato e outro significado posterior. Quer dizer, quanto mais você observa, mais significados vai encontrando. Tudo depende do seu estado de espírito, e imaginação. Essa era seu maior objetivo( além de admira-lo, claro), Dalí queria provocar, instigar, sem limitações e isso pra mim, era sua genialidade.
Morou muito tempo em Figueres, mas teve que fugir para os EUA durante a guerra civil espanhola e em sua temporada americana gastou muito dinheiro ( sem limites, claro), tendo se endividado inclusive com seu amigo Picasso, que lhe emprestou dinheiro.
Voltando a Figueres, resolveu restaurar um antigo teatro ( por isso o nome), e fazer um museu em sua própria homenagem, com muitas de suas obras primas.
O museu tem uma arquitetura surreal até externamente, com imensas paredes rosa escuro e enormes esculturas de ovo no telhado. O ovo, é um elemento recorrente na obra de Dalí, e estão presentes até na casa de Cadaqués, representam o nascimento e transformação.
Dentro do museu, você encontra obras inusitadas e inesperadas, como o quarto que representa a artista Mae West, com um sofá representando sua boca, e duas lareiras representando o nariz.
Tem também a imitação do teto da capela Sistina, com a representação do próprio Dalí pisando “no mundo”, vários retratos de sua eterna musa Gala, os relógios derretendo, e o pátio central com um barco suspenso pra você se sentir no fundo de um aquário, e tem no centro seu “cadilac preto ou “taxi chuvoso”.
É arte surrealista “na veia”!!! Impossível você ficar indiferente.
O teatro-museu é uma experiência indescritível, e você não sai de lá, do jeito que entrou. É impactante e o obriga a pensar, refletir ( pelo menos), e para muitos, a descoberta de um gênio!

Bye!

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