Dresden, a linda cidade que renasceu das cinzas!

Vamos começar a falar de Dresden, uma das cidades mais lindas que conheci na Europa, mas que carrega uma história trágica de um bombardeio nunca visto durante a segunda guerra mundial.
Não posso ignorar a história, amigo leitor, e para conta-la, preciso usar imagens da internet, mas mesmo ela sendo macabra, tem um final feliz com a cidade voltando a ser a lindíssima “Florença do Elba”, então vamos lá.

Como era Dresden antes do ataque.

Dresden, é a capital da Saxônia, banhada pelo rio Elba. Ela lembra muito Budapeste, onde o rio desenha um cenário romântico e reflete a luz e arquitetura, inesperadamente para a região, de um barroco inesquecível.

Dresden sempre foi um centro cultural, dedicada a música, poesia, arquitetura, ao teatro, e por isso mesmo torna-se inexplicável o violento ataque sofrido pelos aliados.
Mas vamos aos fatos: em 13 de fevereiro de 1945, já no final da segunda guerra, a Força Aérea Inglesa, com ajuda da Força Aérea Americana, lançou um ataque surpresa a cidade de Dresden de tal violência que a destruiu totalmente em 2 dias.

Os Aliados despejaram 4 mil toneladas de bombas, muitas delas incendiárias, que promoveram o que se chamou de “a maior fogueira do mundo”, matando quase 25 mil pessoas (na sua maioria mulheres e crianças), destruindo a cidade, sugando oxigênio do ar e sufocando aqueles que tentavam escapar das chamas.

Cinzas e escombros eram tudo o que restaram de uma das mais belas cidades da Europa, e em apenas algumas horas, os aliados transformaram um patrimônio histórico e cultural num monte de entulhos.

É a guerra, alguns diriam, mas isso é muito simplista, porque Dresden não era uma cidade estratégica na Alemanha, e sobre isso há muitas contradições. O bombardeio de Dresden, se tornou uma das ações mais controversas dos Aliados no conflito. Muitos questionaram a importância militar de Dresden, até Churchill questionou o ataque: “parece-me que chega o momento de repensarmos quando o bombardeio de cidades alemãs serve apenas para alimentar o terror, para além de outros pretextos”, escreveu ele.

E pensando dessa maneira, poderíamos nos perguntar se haveria outro motivo para destruição da cidade, já que a cidade não possuía nenhum quartel militar e suas industrias se localizavam fora do centro da cidade, e fatalmente encontraríamos outra tese de que os aliados bombardearam Dresden para não a entregar inteira aos russos. Possibilidade medonha, porem razoavelmente plausível se pensarmos que em 1944, o Protocolo de Londres já havia dividido a Alemanha ocupada, o fim da guerra era uma questão de tempo e Dresden ficaria com a Rússia. Triste, né?


Enfim, no mesmo ano fatídico, 1945, começou a reconstrução de Dresden, e é nessa cidade reconstruída com toda a arte e beleza possíveis que se conta a história da cidade reconstruída das cinzas, literalmente!

Em agosto de 1945, começou a reconstrução do conjunto Zwinger e do teatro Schauspielhaus. Mais tarde subiram a Semperoper, o palácio e a igreja real. A Frauenkirche precisou esperar pelo fim do regime comunista e a reunificação da Alemanha. O cientista Güter Blobel, nascido em Dresden e ganhador do Prêmio Nobel de medicina em 1999, doou à fundação responsável pela reconstrução da igreja 1 milhão de dólares que recebeu com o prêmio. Lindo, né?

Então Dresden tem uma história trágica mais ao mesmo tempo emocionante e vamos falar dessa magnífica cidade e seus incríveis monumentos e arquitetura barroca no próximo post!
Não perca!
Bye!

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