Dijon, a deliciosa capital da Borgonha!

Dijon é de longe a mais linda cidade da região da Borgonha, mas se só isso não for o suficiente para você querer conhecê-la, então deixe-se seduzir pela luxúria da gula, porque a cidade parece concentrar todas as delícias que nos vem à cabeça quando pensamos na França!
Nós não ficamos hospedados em Dijon, logo, não posso passar nenhuma informação a respeito, além do básico: procure ficar no centro histórico onde terá mais facilidade em alcançar as atrações a pé.
Como já contei no post anterior, escolhemos ficar em Beaunne, uma cidade pequena à 30 km de Dijon somente porque precisávamos de um pouco de sossego, mas fomos várias vezes à Dijon porque adoramos a cidade.

Comer é um dos maiores prazeres da vida e, em Dijon, é possível comer e beber como um rei sem deixar os bolsos completamente vazios. E acho que, além da arquitetura franco/germânica encantadora, a cidade tem o que os franceses chamam de Art de Vivre que inevitavelmente “pega” você!
Então vamos começar a falar das comidinhas que são incríveis e estão em lojinhas encantadoras espalhadas pela cidade:

Parada obrigatória é a Moutarderie Edmond Fallot para obviamente experimentar suas fabulosas mostardas com variações de receita que vão de cassis a trufas. Verdadeiramente incríveis!

La Boutique de la Truffe é outra parada obrigatória, onde o Sr. Thierry e seu filho Yann apresentam não somente as trufas produzidas na Borgonha, mas ainda possuem uma boa variedade dos produtos de outras regiões e até italianas. Se você for um aficionado no assunto/iguaria, eles ainda possuem uma “fazenda” de cultivo onde é possível participar de workshops, degustação e “caça às trufas”. A loja fica no centro medieval.

A especialidade de Dijon é uma espécie de “pão de mel” de especiarias, que você encontra em muitos lugares: o pain d’épices. Consumido com geleias (delícia) e/ou foie gras (eca), é viciante! Não deixe de experimentar!

Para se “esbaldar” nas delícias da cidade vá ao mercado Les Halles, que além da linda arquitetura inspirada dos mercados de Paris, com telhados de vidro e muita luz natural, conta com mais de 200 lojas cheinhas de produtos locais e nacionais. O mercado que já abrigou um monastério no séc. XIV, abre às terças e quintas das 9 às 13 horas e aos sábados o dia inteiro.

Imagino, amigo leitor, que não preciso mais falar à respeito dos vinhos da Borgonha, não é? Eles são incríveis, mas já comentei sobre eles no post de Beaujolais, então, vamos em frente.

Fazer turismo em Dijon é muito fácil, porque a cidade é pequena com cerca de 150 mil hab. e é possível alcançar as atrações turísticas a pé mesmo. O centro histórico da cidade foi tombado pelo Patrimônio Histórico da Unesco e é lindíssimo. Super bem preservado, o centro histórico ou centro medieval, foi poupado nas grandes guerras que assolaram a França, e apresenta uma arquitetura que lembra a Alsácia com algumas edificações típicas francesas e outras germânicas.

A melhor dica pra “turistar” na cidade é achar o INFO turístico e obter o mapa e seguir a rota da coruja(?) que cruza a cidade medieval pontuando as mais importantes atrações. Começando pelo Jardim Darcy, o primeiro jardim público da cidade e que abriga a famosa estátua do urso polar(?). Coloquei dois pontos de interrogação, porque sinceramente não sei porque “rota da coruja” e “urso polar”. Ok, a estátua do urso foi feita por um escultor que costumava esculpir animais, François Pompom, mas urso polar? E citei porque pelo menos você sabe que existem.

Atravessando a Porte Guillaume, muito parecido com o Arco do Triunfo, você chega na rua Liberté, a principal da cidade que é aberta somente para pedestres e concentra as grandes lojas.

Muito importante também é conhecer a Notre-Dame de Dijon, uma igreja gótica do séc. XIII adornada por muitas gárgulas (aqueles diabinhos que ficam empoleirados nos beirais) e aproveite para “acariciar” a coruja que fica no lado norte da capela e fazer 3 pedidos (vai quê, né?). A igreja fica bem no centro de tudo na cidade medieval.

A Praça dos Duques, em homenagem aos Duques de Borgonha, guarda a estátua de Filipe, o Bom. O Palácio abriga a prefeitura e o famoso Museu de Belas Artes. Além de uma torre, que tem visitas a cada 45 min e proporciona uma vista panorâmica da cidade.

O INFO de Dijon funciona super bem e eu tive a sorte de ser atendida em português, o que ajudou muito. Como já mencionei nos outros posts sobre a Borgonha, meu francês se resume à oui, bonjour, merci e bonsoir, logo, o idioma foi minha grande dificuldade.

Mas não se preocupe, porque sempre há GPS e INFOS pra ajudar e se jogue, porque Dijon é mágica! Um paraíso da gula! Acolhedora, colorida e sensorial. Dijon foi feita pra ser saboreada!
Bye!

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