Paris é sempre uma boa ideia!

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Parte II

Então, agora que você já aprendeu como “se achar” em Paris, vamos falar do mais legal: as atrações.
Obviamente que você não tem obrigação de conhecer todas as atrações de Paris, aliás, acho que nada deve ser obrigatório em viagens e sim um prazer, mas sempre me preocupo em colocar aqui algumas delas que considero imperdíveis, e costumo chamar de” atrações tem que ver”, mas fique à vontade para ignorar minhas dicas ou eleger suas preferências.

Atrações tem que ver:

Museu do Louvre, Torre Eiffel, Avenida Champs Élysées, Arco do Triunfo, cruzeiro pelo rio Sena e  Catedral Notre Dame.
Sãos básicos, lindos, encantadores, surpreendentes, imperdíveis e pode acrescentar todos os adjetivos legais que você souber usar. Se for sua primeira vez na cidade e você sair de lá sem vê-los, vai achar que não esteve em Paris. Então, vá. É clichê? Sim. Sua foto vai ficar com cara de “mais do mesmo”, mas quem se importa? Você vai adorar rever nas fotos tudo que você viu!
Destas atrações, as duas primeiras são mais trabalhosas.

O Louvre, costuma ter filas imensas, mas você pode comprar seu ingresso na internet, e pegar na lojinha embaixo da pirâmide.  Desça pelas escadas e procure o endereço que irão te passar.
Os especialistas dizem que o Louvre é visita para dois dias inteiros, mas como não sou especialista e meu prazer é conhecer, fiz a visita em um  meio período (manhã ou tarde) e saí muito feliz. Comprei um guia e pesquisei quais as obras que eu queria ver, incluindo a Monalisa claro,  curti com calma e foi muito legal.

A Torre Eiffel, é mais complicada, porque as filas são maiores e não tem outro jeito, você vai precisar enfrenta-la. Não marquei quanto tempo eu fiquei na fila, acho que gastei 1 manhã inteira na Torre, mas de verdade, não importa. O que importa mesmo é a vista que você vai ter lá de cima. É espetacular!
Dica: no final do dia as filas são maiores, porque o pôr do sol lá de cima, é lindo, mas eu iria cedo. Acho que o importante é ir num dia de sol sem nuvens, você vai poder ver melhor e mais longe. E compre ingresso para ir até o topo, porque eles vendem para subir à três níveis diferentes e não é o momento de economizar, né?
Nas outras atrações, o acesso é mais fácil.

A Notre Dame é linda e bem central. Você vai ficar boquiaberto com a quantidade de obras de arte que ela abriga, já Champs Èlysees, é uma avenida badalada, com lojas de grifes e muitos cafés e restaurantes.

O Arco do Triunfo é um monumento construído por Napoleão Bonaparte em homenagem as vitórias francesas e aos soldados mortos nelas. No centro dele, fica o túmulo do soldado desconhecido. É possível subir no monumento para ver Paris de cima, mas não vale à pena. Você pode conhecer a Champs Èlysees à pé, que é muito mais legal, e fica à sua frente.

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O cruzeiro pelo rio Sena, também é muito fácil. Você compra em qualquer parada, é só andar pelas margens do rio que você encontra uma oferta. Esse programa sim, aconselho fazer ao anoitecer, se possível com jantar incluso. Depois de um dia inteiro andando, seus pés vão agradecer e seus olhas mais ainda. É emocionante!
Agora vamos falar das atrações que eu adoro. São lugares especiais, que nem sempre estão presentes nas listas de atrações imperdíveis, mas na minha listinha particular, elas são as tops!
O bairro Quartier Latin, o Museu d’Orsay, a Ópera Garnier, os Jardim de Luxemburgo, Grand Palais, Ponte Alexandre III, o bairro de Montmartre, a Place des Vosges, as Margens do rio Sena e claro o Palacio de Versalles.

 Vamos começar pelo Palácio de Versalles.  Um dos mais famosos Palácios do mundo, Versalles, não decepciona. Patrimônio mundial da Humanidade, o palácio que Luis XIV usou como sede do reinado para ficar distante da população de Paris é um exagero luxuoso. E mais que o palácio, seus imensos jardins são um deslumbre. Você pode chegar a Versalles, de trem  à partir da Gare Montparnase até a estação Versalles Chantiers, ou à partir da Gare Saint Lazare até a estação Versalles rive Droite.  Para descer na estação mais perto de Versalles, a Versalles rive Gouche, você deve pegar em qualquer Gare de Paris o trem RER C5. Reserve 1 dia inteiro para conhecer Versalles, ele merece!

A Ponte Alexandre III e o Grand Palais ficam próximos um do outro, a primeira é a ponte mais linda de Paris, e o Grand Palais junto com o Petit Palais forma um conjunto de palácios lindíssimos que abrigam convenções, desfiles, exposições, enfim muitas atrações.

A ópera Garnier, é um edifício lindíssimo por dentro e por fora e foi construído a pedido de Napoleão. Sua visita pode e deve ser agendada/contratada pela internet.

O jardim de Luxemburgo, é na verdade um grande espaço onde os parisienses costumam ir para pegar sol, conversar, relaxar e lanchar. Fica no charmoso bairro de Saint Germain de-Prês, que por si só já vale uma visita atenta ( tem muitas surpresas lá), e foi criado por Marie de Médicis.  O jardim tem uma fonte maravilhosa onde casais românticos parisienses, aproveitam para namorar na cidade luz.

A Place des Voges, é uma das praças planejadas mais antiga, bonita e conservada da França. Apesar de pequena, ela encanta com seus edifícios residenciais construídos em tijolos vermelhos e com suas fachadas aristocráticas idênticas. A praça fica no bairro de Marais, e costuma ficar cheia de turistas e parisienses nos fins de semanas que adoram seu formato de um quadrado exato, suas fontes e seus jardins. Também na praça, fica a Casa Victor, onde viveu o famoso escritor e é aberta ao público.

O Museu d’Orsay, é pra mim, o museu mais lindo e charmoso de Paris. Fica às margens do rio Sena (rive Gouche) em um monumental prédio de uma antiga estação ferroviária, a Gare d’ Orsay, e só o prédio já vale a visita. O renomado diretor de cinema Martin Scorsese, compartilha meu amor pelo museu, pois foi nele que filmou “A invenção de Hugo Cabret”,  e mostra no filme, sua maravilhosa arquitetura e o famoso relógio voltado para o Sena. Além da arquitetura, o d’Orsay ainda possui  coleções de  pintores como Monet, Van Gogh e Renoir entre outros e como é menor que o Louvre, permite a apreciação das obras de arte com mais calma, como eu sempre prefiro.

As margens do rio Sena são lugares especialmente relaxantes em Paris, principalmente no verão e primavera. É onde os parisienses descansam entre um programa e outro, ou onde os turistas relaxam entre as caminhadas e é onde Paris é mais democrática. Se você estiver exausto, e passar pelas margens onde pessoas descansam, não seja tímido, aproxime-se e relaxe. O Sena acolhe à todos.

Montmartre é um bairro à parte em Paris. É boêmio e cultural. Abriga muitos artistas, locais e internacionais, (lá mora Juarez Machado)  e tem características muito diferentes de dia e de noite. Durante o dia, o bairro é residencial e calmo, já a noite o bairro é boêmio e festivo.

 Em Montmartre fica a Sacré-Cour, uma Basílica imensa, que fica no alto da  colina Martre, o ponto mais alto de Paris, que você acessa por um funicular ( ou por escadas) e que foi construída no estilo bizantino em mármore travertino, que lhe proporciona uma côr branca. Aproveite a vista lá em cima, é possível ver Paris inteira num dia de sol.

O bairro é pequeno e você pode percorre-lo à pé, tranquilamente, mas fica um pouco afastado do centro e você vai precisar atravessar a cidade de metrô. Durante o dia, o programa em Montmartre começa a tarde. Comece sua visita pela  Sacré-Cour, depois passeie pelas ruas do bairro até chegar a praça “du Tertre”. A pracinha quadrada abriga muitos artistas pintando ao ar livre, e ótimos restaurantes.  Aproveite para jantar em um deles curtindo a noite boêmia em Montmartre e no final dela uma boa pedida é conhecer o Moulin Rouge, o cabaré mais famoso de Paris.
Se você, como eu, curte cinema, posso citar “O maravilhoso mundo de Amelie Poulain” e Moulin Rouge que foram filmados em Montmartre, e animam a curiosidade para conhecer o bairro.

Por último, vamos falar do  Quartier Latin. Por último mas não menos importante, ao contrário, o bairro latino é o que mais amo na cidade luz, principalmente à noite. O Quartier é vivo, animado e uma festa aos sentidos. É onde rodaram vários filmes e onde Paris é mais típico. Não há nada de especial lá, mas tudo é especial. Você acha pequenos restaurantes que mais parecem joias, cafeterias delicadas, brasseries(um tipo de restaurante que serve refeições simples) descontraídas,  e o astral parisiense.  Sempre quis me hospedar no Quartier para poder andar até a madrugada pelas ruas e comer um crepe de chocolate, antes de ir dormir, mas na  verdade nunca consegui. Seus bons hotéis são caros e é muito fácil você cair em uma roubada lá.

Deixei o Quartier Latin para o final, porque é essa imagem de Paris que quero deixar pra você. O charme de uma cidade famosa no mundo inteiro mas que possui bairros que não se modificaram, que são tradicionais e que mantem o jeito de ser. O parisiense é assim, não gosta de mudar seu jeito de viver, e na verdade não precisa nem deve, porque é isso que você leva da cidade. Você nunca mais esquecerá das ruas estreitas nos bairros, das avenidas no centro, dos seus museus, sua história mas mais que isso seu charme e elegância!
Bye!

 

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