Vamos Navegar?

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Parte III

Se você leu os post anteriores sobre cruzeiros (parte I e II), já sabe muita coisa sobre navegar, então agora vou passar algumas pequenas dicas que serão uteis na hora de você escolher um roteiro.

Mares do Sul
Como já escrevi anteriormente, a escolha do mar onde você vai navegar, influencia bastante no conforto do seu cruzeiro e é preciso prestar atenção neste detalhe.  Se você comprar um roteiro pelo mares do sul (Uruguai e Argentina), pode se preparar para um cruzeiro de mar turbulento. Principalmente os roteiros que saem do Chile e veem para o Brasil ou vice-versa. Esses roteiro passam pelo Estreito de Drake e Cabo Horn, um dos mares mais agitados do planeta. Os roteiros são lindos, e você terá oportunidade de ver lugares cênicos, como os glaciares (aqueles paredões de gelo), mas deve estar preparado para a navegação por vezes “agitada”! Outro detalhe importante, é que os portos do sul da América do Sul, costumam ter tarifas portuárias muito altas, e não aparecem inclusas no preço do cruzeiro, então onde aparecer o preço +taxas, fique atento às taxas.

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Caribe
O Caribe tem as águas mais translucidas e encantadoras do planeta, e tornam qualquer cruzeiro em puro deleite, mas…..  não aconselho navegar de agosto a novembro. É época de furacões por lá, e você não vai querer ficar no meio de um deles, né? Cruzeiros no Caribe costumam ter uma tarifa muito camarada e várias opções de duração, o que lhe dá chance de poder fazer um roteiro por um preço muito legal, mas atenção, os embarques geralmente são nos EUA, que exige visto e as tarifas aéreas estão muito altas, o que acaba encarecendo o cruzeiro.

Mares do Norte
Nos mares do norte do planeta (Alasca, Noruega, Islândia, Suécia e Rússia), o frio é intenso no inverno, então, a melhor época para fazer um cruzeiro por aqueles lados, é  no verão deles, tipo junho, julho ou agosto. É verdade que as empresas marítimas não fazem cruzeiros para o Alasca, por exemplo, em janeiro, alto inverno, mas existem cruzeiros disponíveis para o Alasca de abril a novembro, então, fique atento e escolha a melhor época.
A situação se repete no sul do planeta, em cruzeiros pelo sul do Chile e Argentina, e vale o mesmo conselho, vá no verão, dezembro, janeiro ou fevereiro.

O oriente
Fazer um cruzeiro pelo sudeste asiático, é uma ótima maneira de conhecer o oriente, porque você pode conhecer diversos países na mesma viagem, vai visitar as cidades com a infraestrutura dos navios (principalmente guias turísticas que lá são indispensáveis) e tem também a hotelaria e a comida do ocidente à sua disposição. Mas no leste asiático reinam as Monções. São ventos sazonais que mudam de direção de acordo com as estações do ano. Elas são mais tranquilas em alguns países e mais intensas em outras. E quando digo intensas, estou falando de tempestades, alagamentos e tufões, então preste atenção, quando for comprar seu cruzeiro para a época: de uma maneira bem geral, a melhor época de navegar pelo sudeste asiático é de dezembro à abril.

Oceania
Os cruzeiros pela Oceania, também tem uma época propícia, que é entre maio e outubro, quando as temperaturas estão mais amenas, chove menos e é menor a chance de ocorrer ciclones tropicais.

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Nos cruzeiros ao redor do Reino Unido, costumam ocorrer ventos fortes, que mesmo não sendo suficiente para balançar o navio, são suficientes para impedir um desembarque  fundeado ( quando ele fica parado fora do porto, e desembarca os passageiros com escaler), como já aconteceu comigo. Isso acontece, porque no desembarque por escaler, os tripulantes baixam os barcos e os passageiros precisam acessa-los com o barco balançando. Obviamente que com o mar agitado, essa operação fica difícil e arriscada. E houver o mínimo de risco, tudo é abortado. Então pode se sentir segura.

Mediterrâneo
O mar Mediterrâneo, é o queridinho dos cruzeiros. E não é por menos, suas aguas são de um azul raro, calmas e livre de tufões e furações. Ele pode chamar-se mar Tírreo, quando banha a costa oeste da Itália, mar Adriático quando está no leste e mar Egeu, quando está na costa da Grécia. Foi no Mediterrâneo que fiz meu primeiro cruzeiro e me apaixonei pelos navios. Percebi também que lá, no primeiro semestre, costuma haver menos ventos que o segundo, mas nada que seja preocupante. A alta temporada é no verão, entre junho e agosto, mas eu prefiro maio ou junho e setembro ou outubro.   Você pode ir a muitos países lindíssimos através do mediterrâneo, e um roteiro por ele, sempre será deslumbrante!

Costa Brasileira
Ainda preciso falar sobre os cruzeiros na costa brasileira, e sinto ter que dizer, que se você puder fazer seu cruzeiro fora do país, com certeza será melhor ideia. As mesmas companhias que navegam fora do Brasil, não apresentam a mesma qualidade de serviço na nossa costa. Inclusive existe uma lei brasileira que exige um percentual alto (não lembro quanto) de brasileiros na tripulação. Eles ( os tripulantes brasileiros) entram nos navios já em setembro/outubro enquanto eles ainda estão na Europa, para começar o treinamento, e você pode imaginar, porque a qualidade do serviço cai. Mas, amigo leitor, se você não puder fazer um cruzeiro fora do país, escolha um roteiro pela nossa costa mesmo. Você não vai notar a diferença na qualidade do serviço, se ainda não experimentou fora daqui, né? Então vale à pena.

Existem outros roteiros interessantes, como mar Báltico, costa leste dos EUA e Canadá, sul da Ásia, costa da Noruega(imperdível) e o transoceânico. Este último, costuma ter tarifas bem camaradas, porque ocorrem na troca de estações entre os hemisférios norte e sul onde os navios precisam trocar de “área”, por exemplo: em novembro, os navios que estão operando na Europa, precisam vir para a costa brasileira, para o verão, então para não virem vazios, eles costumam cobrar um preço bem acessível, e você pode voar para a Europa, na ida e navegar na volta.

Nesse tipo de cruzeiros, você passa mais tempo navegando, que nos cruzeiros pela costa. Pois num cruzeiro normal, pela costa, você navega à noite e passeia pelas cidades durante o dia. Ao contrário, do transoceânico onde você aporta em alguns portos antes de ganhar o oceano, mas depois que o encontra, vai navegar por alguns dias até a próxima costa.  Claro que tem uma programação animada durante a travessia, você tem todos os restaurantes à sua disposição, teatro, academia, boate, enfim, tudo, mas não poderá desembarcar e talvez, dependendo do seu perfil, fique entediado.
Bom, agora acho que contei tudo que aprendi com os cruzeiro que fiz. Posso afirmar que cruzeiro não é entediante, é muito confortável e tem muita mordomia, e acho difícil não gostar de luxo, bom serviço e boa comida.
Eu, adoro, e procuro fazer pelo menos um novo roteiro a cada ano! Quem sabe um dia nos encontramos à bordo de um Transatlântico!

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Bye!

 

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