Helsinque, minha capital nórdica preferida!

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A Capital da Finlândia entrou na minha vida sem nenhuma expectativa. Era na verdade, só uma parada durante um cruzeiro pelo mar Báltico, na Escandinávia.
Você já sabe, amigo leitor, de outros posts, que a Escandinávia é uma região ao norte da Europa, gelada, com pouca incidência de sol, e por isso mesmo com costumes e arquitetura,  muito diferentes do resto do continente.

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Então, entre todas as capitais bálticas, a minha preferida é Helsinque. Até me arrisco dizer que moraria lá sem dúvida, se não fosse tão frio fora do verão, fora isso, a cidade é perfeita. Tem um tamanho médio, pouco mais de 500 mil habitantes, poucos edifícios, é plana, limpa, zero violência, diversificada, altamente tolerante com as mais variadas diferenças culturais e religiosas enfim, da vontade de se mandar pra lá, principalmente frente aos “perrengues”  pelos quais estamos passando agora!

Fiquei apaixonada pela cidade imediatamente. Aquela vida civilizadíssima, cultural ( lá conheci a livraria mais linda da minha vida), e harmoniosa me conquistou de cara. O único problema, é o clima.

 O país inteiro é gelado. Tanto que a maioria dos finlandeses mora perto da capital, porque fica situada na parte mais ao sul do país, e mesmo assim, Helsinque tem 4 meses ao ano de clima razoável, 8 meses de frio, e destes, 3 meses de muito pouco sol, alguns dias sem luz solar. Isso pra mim, não é suportável, ou pelo menos, não por escolha. Mas vá conhecer Helsinque, e tire suas próprias conclusões, por enquanto posso dizer que é a cidade perfeita. Ou quase.
Além de ser linda, Helsinque ainda tem atrações muito interessantes, tipo “tem que ir” e você vai precisar de transporte para acessar algumas. Nada que uma van contratada não resolva facilmente. E não se preocupe com a língua, porque os finlandeses falam inglês. Você não fala inglês? Então contrate uma excursão com guia.
Algumas atrações estão no centro e você pode acessa-las a pé, mas a cidade é espalhada, e outras vão precisar de carro.  Acho que esse jeito da cidade se “derramar” no golfo da Filândia, sendo pontuada por inúmeras ilhas urbanas, muito verde e brisa marinha, foi o que me encantou. Curioso notar que em todas as casas, existem além da garagem para o carro, um jetsky estacionado para os dias em que não é possível se locomover de carro.

Vamos ver a lista do “tem que ir”.

A Praça do Senado- É um lugar muito importante por ser o centro administrativo do país, e é rodeada por edifícios neoclássicos, mas o mais bonito é a catedral de St Nicolas. A catedral foi construída em homenagem ao czar russo e depois da independência, passou à igreja evangélica luterana. Toda branca, em cima de uma colina, ela domina o cenário e é a marca do liberalismo religioso que reina no país.

Catedral Ortodoxa de Uspenski- Desenhada por Aleksander Gornostajey, domina a cena da praça do mercado e é a atração turista mais popular da cidade, mas não caia na tentação de olhar só por fora, porque ela é lindíssima por dentro.

Monumento Sibelius- Fora do centro, fica no meio de um parque com o mesmo nome, foi feito em homenagem ao musico Jean Sibelius, é um belíssimo exemplo de arte abstrata, construída com muitos canos prateados formando uma onda musical.

A igreja das pedras- Também fora da cidade, é totalmente diferente das igrejas que conhecemos. Como diz o nome, ela foi escavada em uma rocha enorme, e seu teto feito em madeira. Suas acústica é impressionante e motivo pelo qual há muitos concertos no local.

Praça do mercado- Espaço dedicado a uma feira turística, com muitas barracas vendendo suvenires, frutas e comida. Aproveite para almoçar numa barraca, a comida é boa e barata.
Museu da cidade de Helsinque. Fica na área do mercado e é grátis.  Você vai conhecer uma pouquinho da história do país e não perca no segundo andar, a exposição de fotos antigas da cidade.
Então, essa é a lista de “tem que” em Helsinque. Bem enxuta não é? Mas o melhor é que em dois dias, sobra tempo pra você curtir a cidade. A melhor época para ir, obviamente é no verão(junho, julho e agosto), porque além de ser mais “quentinha”, a cidade tem mais horas de luz solar e seus dias são mais longos.

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 Helsinque é uma cidade a beira mar, com uma beleza natural irresistível e você vai querer ficar muito tempo só sentada apreciando. Pra mim, ela é inesquecível!
Bye!

 

Atenas, a terra dos deuses!

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A Grécia está no imaginário de todo turista e Atenas, sua capital, não poderia ficar de fora. Como não se apaixonar por um país com tradições milenares, mitos e lendas encantadoras, formado por inúmeras ilhas, banhadas por um mar azul anil? Difícil.

E se além tudo isso tudo eu ainda disser que sua comida é saudável e deliciosa e seus habitantes irresistivelmente hospitaleiros?  Fica impossível!
Então, a Grécia é assim, irresistível.
Se você vai visitar o país, comece por Atenas, sua capital e mergulhe na sua história com toda a curiosidade que ela merece, depois reserve alguns dias para conhecer suas paradisíacas ilhas.
Atenas foi uma poderosa cidade-estado que surgiu com o desenvolvimento do porto Pirineu, como centro artístico, estudantil e filósofo desde a antiguidade, a cidade sediou a Academia de Platão e o Liceu de Aristóteles, além de ser considerada o berço da civilização ocidental e da democracia. Atualmente é uma metrópole cosmopolita e o centro industrial, financeiro, político e cultural da Grécia, além claro, de ser deslumbrante.

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Atenas é uma cidade com aproximadamente 700 mil habitantes, e fácil de se conhecer. Mas as atrações, não ficam todas perto o suficiente para visitar caminhando. Você vai precisar se deslocar por algumas distâncias razoáveis e eu aconselho pegar o Sightseeng. Como você já sabe, de outros posts, acho o Sightseeng uma ótima maneira de se locomover entre as atrações turísticas, sem precisar de carro, além de dar uma noção geral do que tem para visitar.
Ou você pode contratar um city tour com guia, que além de leva-lo às atrações, ainda vai ensinar sobre a Grécia e suas histórias, que vale muito à pena.
Basicamente, podemos dividir Atenas em dois tipos de atrações: as ruínas da antiga civilização, que vou apenas listar e a cidade moderna e turística com atrações atuais e o bairro de Plaka, que é onde tudo acontece.
A hospedagem em Atenas não é cara, aliás, a cidade não é cara. Os gregos estão saindo de uma crise braba e sabem que o turismo pode ajuda-los muito. Procure um hotel no centro, o mais perto possível do Parlamento e do bairro de Plaka. Desta forma você poderá sair para “bater perna” no comércio e entre bares e restaurantes.
Atrações históricas que você “tem que ver”:

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Acrópole– É uma colina rochosa de topo plano que se ergue a 150 m e que abriga algumas das mais famosas edificações do mundo antigo, como o Partenon e o Erecteion. Construída em 450 a.C. sob administração de Péricles, foi dedicada a deusa Atenas.

Além das ruínas dos dois edifícios, você ainda pode ver na Acrópole, o Propileu, um portoão monumental rodeado por colunas de mármore e os Teatros de Dionísio e o de Heródes Ático.

Templo de Zeus Olímpico– Na verdade são colunas em ruínas, mas pelo tamanho delas, você pode ter uma ideia da grandeza monumental que tinha o templo dedicado a Zeus. O maior de toda a Grécia.

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Museu Arqueológico Nacional– Fundado em 1891, reúne algumas das mais representativas descobertas da antiguidade.

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Monastiráki– O grande mercado tem todo tipo de loja, barracas e brechós que vendem de tudo e suas ruelas são animadíssimas.

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Ágora Antiga–  É uma região de escavações arqueológica que conserva algumas notáveis ruínas como o Templo de Hefesto.

Na moderna Atenas:

Bairro de Plaka– É o centro do agito em Atenas. Além da arquitetura bem preservada, oferece bons restaurantes e lojas. Fica aos pés da Acrópole, cidade alta, em grego.

A troca da guarda no Parlamento- É quase uma dança. Dois guardas com roupas muito diferentes, realizam uma coreografia interessantíssima. Não deixe de ver.
Além destas atrações “tem que”, gostaria de falar das roubadas que você deve evitar em Atenas:
– Nada de salto. Quando for visitar a Acrópole, use um sapato confortável, de preferência, um tênis. Lembre-se que a Acrópole é uma colina cheia de ruínas e turistas, logo fica difícil e perigoso andar pelas pedras e caminhos tortos.
-Cuidado quando contratar um guia. Pesquise a formação do guia que quer contratar, porque se ele for formado em história grega, você corre o risco de ficar longas horas em frente a uma coluna em ruínas escutando-o dissertar sobre toda a história da Grécia.  Prefira os guias turísticos, que falarão sobre história, mas de forma sucinta.
-Não ignore a comida típica. A culinária grega é maravilhosa, tanto nos salgados como nos doces e é um pecado não experimentar.
Por último, mas não menos importante, na moderna Atenas, não deixe de conhecer o metrô, ou mais especificamente, a estação de Syndagma. Ela foi construída na época das olimpíadas, e nas escavações claro, foram descobertas algumas relíquias da antiguidade e foram deixadas lá, para que o povo pudesse apreciar. Então a estação, tem um “que” de museu que vale a pena conhecer.

Então, como você pode ver, Atenas é mais que o caminho para as ilhas gregas. Ela é uma cidade histórica, envolvente e misteriosa. Para os amantes da mitologia, como eu, Atenas é  particularmente fascinante.
Deixaremos para falar das ilhas gregas principalmente Santorini e Mikonos, mais pra frente, pois em junho, vou visita-las novamente ( delícia) e aproveitarei para trazer dicas e sugestões fresquinhas.
Então, mais Grécia em julho! Prometido.
Bye

 

Vale do Loire, castelos e mais castelos!

Pertinho de Paris, um mundo encantado.

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O Vale do rio Loire na verdade não é um vale, é uma região da França, banhada pelo rio Loire, pontilhada por lindíssimos castelos e cuja a rota inteira tem aproximadamente 300 km. Mas não caia na cilada de estando em Paris, “tirar” um dia para visitar os castelos. O vale do Loire, é um programão romântico para ser curtido em dois ou três dias.
Mas se você está em Paris, não tem 3 dias sobrando, não sabe se vai voltar e quer muito conhecer o Vale do Loire, ok. Compre uma excursão em Paris, de um dia inteiro e eles vão leva-lo para conhecer 2 ou 3 castelos. Não vai conhecer o vale, mas vai ter uma ideia de como era a vida da nobreza da França nos tempos de ouro.
Bom, mas como minha ideia aqui é dar boas dicas, vamos lá: alugue um carro com GPS em Paris e saia em direção ao Loire. Essa sim, é a melhor maneira de conhecer o vale.
Como já disse, o trecho do rio Loire que concentra os mais lindos castelos, não é muito longo, são no máximo 300km de Paris até Angers, que é a cidade mais distante da rota.  Assim, você pode conhecer o Loire de duas maneiras: dormindo nas pequenas cidades, à medida que avança no roteiro e parando o suficiente para conhecer os castelos da vizinhança, ou escolhendo uma cidade no meio da rota, (eu aconselho Tours), para se hospedar e dela sair para conhecer os castelos da região.
Eu gosto mais da segunda opção, porque é mais confortável.  Você não vai trocar de hotel a cada noite, tudo fica perto além das estradinhas serem lindas e deliciosas de percorrer.
O turismo é forte no Loire, por isso também é bem estruturado com hotéis e restaurantes para todos os bolsos. Se você for em alta temporada ( abril, maio e junho), aconselho procurar no www.booking.com.br,  um hotel e fazer reserva, mas se quiser se aventurar, também vale. Foi isso que eu fiz. Na verdade, quando conheci o Vale do Loire, estava vindo da Brethanha, uma outra região linda da França, que fica no litoral, ao lado da Normandia, e estava indo em direção ao sul da França. Então, o Vale do Loire, pra mim, foi uma passagem, com tempo suficiente para conhecer e curtir, mas foi numa só direção.
As cidades mais importantes que você “tem que” conhecer no vale são em sequência de Paris à Angers:  Orleães, Blois, Amboise, Tours, Saumur e Angers. E para ajudar no planejamento, você pode considerar que conseguirá conhecer dois castelos por dia. Vou citar alguns dos mais lindos e famosos castelos da região, mas se você conseguir visitar uns 3 ou 4, já vai sair do Loire encantado. Por ordem de minha preferência pessoal:

Castelo de Chenonceau. Pra mim, o mais lindo, cênico e interessante. Tem tudo que a gente espera encontrar num castelo de conto de fadas, um jardim imenso e maravilhoso, tem uma arquitetura totalmente diferente “pousado” em cima do rio Cher, tem uma mobília de época muito bem conservada e uma história interessante. É chamado “castelo das damas”, por causa das sete senhoras poderosas que ali viveram, em especial Catarina de Médicis, a mais célebre de todas, que ali viveu depois que enviuvou de Henrique II.

Castelo de Cheverny. O mais elegante. O castelo inspirou Hervé, o autor dos quadrinhos das Aventuras de Tintim. Ok, você provavelmente não sabe quem era Tintim, não tem problema, o que interessa é o castelo. Cheverny não é tão antigo, nem tem tanta história, também não foi residência real, mas sempre foi propriedade particular dedicada à caçadas e seu mobiliário do século XVII está impecável. Se você tiver interesse em passear de balão, que é uma ótima ideia no Vale do Loire, é dos gramados do castelo de Cheverny que eles decolam.

Castelo de Villandry. Os mais lindos jardins do vale. E olhe que em geral todos os castelos tem lindos jardins, mas os de Villandry, são imperdíveis. O castelo também é bonito, também tem um mobiliário conservado mas os jardins renascentistas, projetados e criados somente no início do século XIX, portanto bem depois da construção do castelo, são magníficos e próprios para serem visitados em um lindo dia de sol.

Castelo de Angers. Uma grande fortaleza medieval com dezessete torres, fica no coração da cidade de Angers. Tem lindos jardins mas sua principal atração, é uma monumental tapeçaria com o tema do Apocalipse.

Castelo de Amboise. Sua arquitetura e história são muito interessantes. Situado verdadeiramente à beira do Loire, no alto, e com a cidade formada em seu entorno, foi palco de muitas disputas e intrigas que enriqueceram sua história.

Castelo de Chambord. O maior de todos e talvez o mais famoso. Diz uma lenda que Leonardo da Vinci, projetou suas duas escadas em duplas hélices. Não sei se é verdade, mas aquelas escadas são muito diferentes mesmo, e parecem saídas de uma cabeça muito especial.Chambord é enorme, e impressiona. Já foi cenário para muitos filmes, mas seu mobiliário é quase inexistente e os jardins, são sem graça.

Castelo de Blois. Residência de muitos reis e rainhas da França, o castelo está escondido no centro da cidade de Blois e o seu interior abriga o Museu de belas Artes, com obras muito interessantes.
Bom, esses castelos ou Châteaus, como dizem os franceses, são para mim, os mais interessantes, mas o Vale do Loire tem aproximadamente 300 deles e se você percorrer a região com calma e curiosidade, pode encontrar outra joia rara que também mereça uma visita.
O vale do Loire é um passeio romântico, onde você pode visitar muitos castelos, seus caminhos são charmosos e lindos e você vai sair de lá sentindo-se uma rainha ou rei.

Bye

 

Viajar com amigos ou sozinho?

Então amigo leitor, esse é um assunto sensível, porque fala sobre amizades e convivência, e minha resposta é: depende! KKKKKKKKK
Depende de quê? Muitos fatores, e você vai precisar avaliar bem, cada um e tirar sua própria resposta.
Vamos ressaltar primeiro, que “sozinho” pra mim, significa viajar, só com meu marido, porque sozinha mesmo, nunca viajei, então, não tenho essa experiência pra passar. E como você já sabe, só falo aqui, sobre experiências que já vivi. Essa sempre foi minha ideia, dar dicas sobre  viagens que já fiz e coisas já que vi e vivi.
Bom, então vamos falar das vantagens e desvantagens de viajar sozinho (no meu caso com o maridão) e viajar com amigos.

Viajar com amigos.

Vantagens:

-É muito divertido. Você tem companhia para jantar, conversar, e beber. Errar, acertar, e rir das roubadas.

-Tem sensação de segurança. Mesmo que seja só um sentimento, o fato de estar rodeado de amigos, falando a sua língua, passa uma sensação menor de insegurança.

-Tem ajuda garantida. Com amigos, você sempre pode contar, então, além da segurança mencionada acima, você pode dividir dúvidas, avaliar as melhores opções e dividir responsabilidades

-Dividir recordações. Você sempre terá companheiros para planejar e recordar. Porque a cada viagem você curte 3 vezes Quando planeja, quando viaja mesmo, e quando recorda. E dividir boas recordações com amigos, não em preço.

Desvantagens

-Você vai conhecer seus amigos intensamente. Viajar é uma convivência forçada, e as vezes, o contato diário,( quase um casamento), faz você conhecer uma faceta do seu amigo que você não conhecia, e pode ficar difícil.

-Pode perder o amigo. A desvantagem acima pode apenas tornar sua viagem dificil , mas pode também desfazer a amizade.

-Objetivos diferentes, produzem atritos. Se você e seus amigos tem interesses muito diferentes por exemplo, você é intelectual e gosta de visitar museus, e seus amigos são boêmios e só gostam de bar e baladas, podem haver muitas conflitos.

-Você vai precisar negociar e fazer concessões. Cada passeio, cada hora de encontro, cada restaurante, você vai precisar negociar e as vezes ceder. Mesmo que você e seus amigos tenham muitos interesses em comum, ainda terão algumas diferenças.

-Diferenças orçamentárias provocam conflitos. Muitas vezes, não é somente a diferença de disponibilidade financeira, mas o quanto cada um está disposto a gastar com coisas de seu interesse. Vou exemplificar: eu posso achar o máximo jantar em um restaurante caro e famoso, e um amigo achar isso uma bobagem.

Viajar só com o companheiro

Vantagens:

-Você vai poder curtir um “clima lua de mel”. Se você tem uma relação bacana, é uma delícia curtir a dois.

-Não vai precisar negociar nada. Pode fazer o que quiser, e quando tiver vontade. E se tiver vontade de não fazer nada, também pode.

-Pode fazer seu roteiro e planejar o que quer conhecer. Qualquer que seja seu perfil, intelectual, consumista, boêmio, gourmet, não importa, você pode escolher o que tiver vontade de visitar.

-Você já conhece seu companheiro de viagem. Mesmo que seu companheiro não tenha um perfil muito divertido, você já sabe o que esperar dele, então, não vai ter surpresas.

Desvantagens:

-Insegurança. Vocês vão estar sozinhos no mundo, e isso assusta.

-A convivência é forçada. Se você não tem convivência diária intensa com seu companheiro, podem haver problemas. Uma coisa é você ver seu companheiro de manhã e à noite, outra bem diferente, é numa viagem você dormir, acordar, e ficar junto o dia inteiro.

-Não terá ajuda. São só vocês dois. Ninguém mais para tirar uma dúvida, ninguém para pedir ajuda, nem se ficar doente, e principalmente, ninguém para pôr a culpa se algo sair errado.

-Não é tão divertido jantar à dois. É romântico mas não tão divertido. Em um grupo, você se diverte mais.

Minha experiência nas duas modalidades, foi muito boa, e mesmo já tendo passado por algumas desvantagens, não posso dizer que prefira uma delas.
Gosto de viajar com amigos porque me divirto muito. Acho deliciosa a cumplicidade que uma viagem cria, as recordações divididas, as roubadas e as surpresas. Tenho sempre muito cuidado em convidar amigos, não porque não os ame muito, mas porque graças a Deus, tenho amigos muito diferentes de mim, com interesses muito diversos, e isso em uma viagem, pode atrapalhar. Mas já entrei em roubadas também, que serviram para me ensinar boas lições.
Gosto também de viajar só com o maridão, e me divirto muito. De uma maneira diferente, claro, mas sempre é ótimo. Temos muitos interesses em comum, estamos acostumados a uma convivência intensa (trabalhamos juntos a 40 anos), e temos sempre muitos assuntos para conversar, logo, viajarmos juntos, é um programão.
Mas atenção para alguns detalhes: Se seu marido é um chato, ele vai continuar chato na viagem. Se seu amigo é um “semnoção”, vai continuar sendo durante a viagem. Viagem não muda as pessoas, ao contrário, acentua todas as características, pela convivência intensa.
Também importante lembrar que alugar um carro para viajar com os amigos todos juntos, no mesmo carro, vai transformar sua viagem quase num casamento, então avalie bem essa ideia.

Lembre-se, viagem é sempre uma ótima ideia, mas a diferença entre realizar um sonho ou entrar num pesadelo, é o planejamento. Boas escolhas são sempre o início de maravilhosas jornadas.
Bye!

 

Vamos à Portugal, pois!

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Parte III

Porto

Chegamos finalmente à Cidade do Porto, pra mim, de todas as cidades de Portugal, a mais legal, a mais pulsante e animada.  Lisboetas e fãs, não me levem a mal, gosto muito de Lisboa, e sua história é inesquecível mas o Porto é o máximo! Tem história também, monumentos e arquitetura deslumbrantes, um centro histórico que é Patrimônio da Humanidade mas vai além: a renomada universidade atrai jovens do mundo todo, trazendo junto um clima alegre e despojado. O famoso vinho do Porto atrai gente que gosta de viver e curtir a vida, a vocação ao turismo acabou por proporcionar uma infraestrutura muito boa com passeios para os mais variados gostos, cruzeiros pelo rio Douro e visitas as mais tradicionais vinícolas.

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Então, situada às margens do rio Douro, a linda cidade do Porto é como já disse Patrimônio da Humanidade, deu nome a um dos mais famosos vinhos do planeta e enriqueceu graças ao comércio da bebida. A cidade é conhecida por suas pontes, são 6 ao todo , e a mais bonita de todas é a Ponte Luis I que liga o Porto à Vila nova de Gaia.
Minha primeira dica na cidade é: se você acabou de chegar ao Porto, pegue o Sightseeing (aquele ônibus de turismo vermelho), e dê uma geral na cidade. É a melhor maneira de você descobrir quais atrações você quer conhecer melhor.

Aliás, essa é uma boa dica para turistas em geral: se você chegar à uma cidade e não sabe bem o que tem pra ver, pegue o Sightseeing.  Os ônibus de turismo que para em todos os pontos turísticos e permitem que você suba e desça sempre que quiser, são uma maneira fácil de você se situar.
Você pode se hospedar em qualquer bairro na rota do Sightseeing, assim não precisará de outro meio de transporte para se locomover na cidade, que apesar de ser possível percorrer à pé, se levarmos em conta as distâncias, fica impossível quando se olha as inclinações das ladeiras.

Lembre-se o Porto fica nas encostas do rio Douro, e isso significa que o rio fica lá embaixo e a cidade nas encostas. Pode confiar, as ladeiras são incríveis e difíceis. E você vai andar por elas o tempo todo.

Outro detalhe que preciso lembrar, as maravilhosas fotos do Porto são tiradas do outro lado do Douro, na Vila nova de Gaia, onde se encontram as caves de vinho do Porto, então, se você quiser tirar aquelas fotos lindas, tem que atravessar o Douro. Mas não se preocupe, você vai cruzar o Douro muitas vezes enquanto estiver na cidade. E pelo menos uma vez, atravesse à pé pela ponte Luis I, vale à pena.
Sobre as atrações, do Porto, vou somente citar o que você “tem que ver”, para não se arrepender depois, ok?
-Visita às caves em Vila Nova de Gaia
-Catedral ou Sé
-Torre dos Clérigos
-Casa da Música
-Estação de São Bento
-Livraria Lelos
-Ponte Luis I
-Zona Ribeirinha

Além disso, é necessário explicar que o bairro da ribeira (ou zona ribeirinha), é a parte da cidade do Porto, que fica ao nível do Douro, que no passado foi um lugar frequentado por portuários, mas hoje em dia, foi totalmente revitalizada, com muitos bares e restaurantes que fazem a festa dos turistas. E se você quiser comer um bacalhau divino, procure o restaurante na ribeira que fica dentro de um container, a beira do Douro, é uma experiência inesquecível!
O Porto é uma cidade para visitar em 2 ou 3 dias, mas se você quiser conhecer os vinhedos no vale do Douro ou melhor ainda, fazer um cruzeiro pelo rio, vai precisar de 4 dias.

Minha dica é alugar um carro no Porto e partir em direção ao norte, para conhecer Braga, Pontes de Lima, Barcelos e Guimarães. São lindas cidades que ficam pertinho ( a mais distante, Pontes de Lima, fica a 84 Km) e merecem uma visita ou pelo menos uma passadinha e Guimarães precisa de 1 dia inteiro.

Guimarães foi o “berço” de Portugal, onde tudo começou e a sua primeira capital. Seu centro histórico é Patrimônio Cultural da Humanidade, e é imperdível. Visite com calma, andando pelas suas ruazinhas e becos e almoce em um dos seus restaurantes, garanto que não vai se arrepender.
Reserve a tarde para visitar o castelo de Guimarães, que foi cenário de muitas batalhas, e onde nasceu o primeiro rei de Portugal D. Afonso Henriques. O castelo que tinha a função de proteção, depois foi usado como cadeia, hoje em dia aberto à visitação, está muito bem conservado e é uma ótimo programa.
Depois de conhecer o Porto e suas redondezas, podemos considerar que você já tem uma boa ideia de Portugal, um país apaixonante e único. Onde você se sente em casa e é tratado com muita simpatia e gentileza. Onde você come divinamente , saboreia os melhores doces do planeta e o que é mais importante, onde falam a sua língua!

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Então, não fique na dúvida por onde começar a conhecer a Europa, Portugal é demais, não perca tempo.
Bye!

 

Portugal, pois!

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Parte II

Agora que você já curtiu Lisboa, vamos dar um “giro” pela terrinha?Então, vamos pensar que você não tem muito tempo, então vai precisar esquecer mesmo que temporariamente o sul do país.
A ideia é sair de Lisboa em direção ao norte, para a cidade do Porto, mas até chegar lá, você vai gastar uns 2 ou 3 dias conhecendo pequenas joias pelo caminho.
O roteiro saindo de Lisboa é o seguinte:

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Cascais e Estoril. Se você estiver com um tempinho a mais. As duas cidades lindas, são balneários de Lisboa. Não têm nada de especial, mas vale pelo menos uma passada.

Queluz. Uma pequena cidade mais ao norte, que concentra uma enorme parte da nossa história. O Palácio Nacional de Queluz, data do século XVIII e foi construído como Palácio de verão de D. Pedro de Bragança que viria a ser marido e rei de D. Maria I de Portugal.
Serviu como discreto encarceramento de D. Maria quando ela enlouqueceu, principalmente após a morte de seu marido. O palácio tornou-se residência oficial do príncipe regente D. João VI e sua família, até sua fuga para o Brasil. Nele nasceu D. Pedro IV de Portugal que vem a ser D. Pedro I do Brasil.  Então você já viu, que é muita história para deixar de fora, né? Queluz é passeio de meio dia.

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Sintra

Sintra. É uma vila portuguesa no distrito de Lisboa, e considerada município porque é administrada por uma câmara de 11 vereadores, e tem um clima mais “fresquinho porque fica a 500 metros de altitude. Mas além da beleza, o importante mesmo em Sintra, são 2 atrações imperdíveis:

O Palácio Nacional da Pena-  Construído em cima de rochedos, permite nos dias claros a visualização da costa de Portugal, e toda a região ao seu redor. O Palácio que serviu de residência à muitos monarcas e sofreu também a interferência de todos. Por causa de suas vaidades, cada um fez o que queria no castelo e acabou que  hoje em dia a atração  é uma mistura de gosto duvidoso de  arquitetura neogótica, neomanuelina, neo-islâmica, neo-renascentista e até indiano. Mas por incrível que pareça, é lindo e você não pode perder.

O Palácio Nacional de Sintra- Fica no centrinho da vila, e também é uma atração imperdível. O Palácio serviu de moradia à muitos monarcas, mas foi residência oficial de D. João IV, que quando morreu, deixou no trono seu filho D. Afonso VI. Este monarca, tinha um temperamento difícil, e é citado nos livros com “turbulento”. Casou-se com Maria Francisca, mas não conseguiu dar sucessores ao trono e logo caiu em desgraça, sendo derrubado do trono por seu irmão D. Pedro, que casou com sua esposa e trancafiou D. Afonso, em um quarto no Palácio de Sintra, por 9 anos, até sua morte. E o curioso dessa história, é você poder ver o quarto que serviu de cárcere à D. Afonso por tanto tempo que o monarca fez uma vala  redonda no chão, resultante de sua ininterrupta e desesperada andança diária.
Além disso, o Palácio tem muitas outras salas, com decoração variadas, e é muito bem conservado.

A terceira atração imperdível de Sintra é……… A Piriquita! Isso mesmo amigo leitor! A confeitaria Piriquita, que fica a poucos metros do Palácio Nacional, em um beco tímido, é a fabricante dos “travesseirinhos de Sintra”.  E amigos, visitem o Castelo no começo da tarde, depois atravessem a rua, e entre na Piriquita. Preparem-se, porque a confeitaria está sempre lotada, e não é pra menos, os travesseirinhos, são para comer ajoelhados! Fechando os olhos e aguçando todos os sentidos! Vá por mim, e você nunca mais vai esquecer de Sintra. Sintra é passeio para um dia inteiro.

Óbidos. A pequena vila amuralhada, fica a 94Km de Sintra, e faz parte dos destinos “tem que conhecer” de Portugal. Óbidos é linda, e pitoresca. Tem a igrejinha para visitar, tem museo, e muitas lojinhas de artesanato. Aproveite para almoçar em um dos restaurantes típicos da vila, que servem um ótimo bacalhau. Óbidos é passeio para meio dia.

Fátima. Nosso próximo destino é religioso, aliás, é a capital mundial da fé, para muitos católicos. Fátima fica à 80 Km de Óbidos, e tem uma boa infraestrutura. Hoje em dia construíram uma enorme basílica, no lugar da antiga com capacidade para abrigar todos os fiéis que a visitam. O que posso dizer de Fátima, é que é o destino religioso que mais me emocionou até hoje no mundo. E olhe, que já conheci alguns, mas nenhum deles me tocou tão fundo no coração, como Fátima. Não tem a ver com religião, tem a ver com fé! Fátima tem um astral, único! E você com certeza vai se emocionar, muito. Fátima é passeio para meio dia.Agora preciso fazer um parênteses: na região entre Lisboa e Porto, além dessas cidades ou vilas que mencionei e você “tem que”, existem ainda outras cidades muito interessantes, que dependendo do seu tempo, você deve incluir no seu roteiro.

 São elas:

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Biblioteca da Universidade de Coimbra

Coimbra, cuja universidade possui um biblioteca deslumbrante.

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Viseu

 Viseu, uma linda cidade às portas da Serra da Estrela

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Aveiro

 Aveiro, banhada pelo Atlântico e repleta de canais, é um importante porto e centro universitário.

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Castelo de Tomar

 Tomar, que foi a sede da Ordem dos Cavaleiros Templários de Portugal que construíram os magníficos Castelo dos Templários e Convento de Cristo.
Batalha, para conhecer o Mosteiro da Batalha, Patrimônio Histórico pela Unesco.

Alcobaça, onde você poderá ver os túmulos de Pedro e Inês de Castro e conhecer sua trágica história.
São cidades ou pequenas vilas com atrações inesquecíveis que você pode conhecer em meio dia visita, então leve isso em consideração.
Depois de falarmos mesmo que ligeiramente sobre essas lindas cidadezinhas de Portugal, você já consegue imaginar que mesmo em uma pequena área, (de Lisboa ao Porto são 330 km) é possível descobrir pequenos tesouros com grandes histórias. E se você planejar bem seu roteiro, poderá conhece-las em 3 ou 4 dias.
No próximo post, podemos finalmente falar da Cidade do Porto, que fecha lindamente nossa viagem ao país de nossos ancestrais.
Bye!

 

Vamos à Portugal, pois!

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Parte I

Neste post amigo leitor, vamos falar genericamente de Portugal, para você se situar, mas depois falaremos especificamente de Lisboa. Que é uma cidade com muitas atrações e sozinha já é motivo suficiente para despertar seu interesse. Nas próximas semanas então, falaremos de outras cidades e/ou atrações em terras portuguesas.
Se você sonha em conhecer a Europa, mas tem medo de se arriscar em terras desconhecidas ou teme não conseguir se comunicar, Portugal é seu destino ideal!

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O país dos nossos ancestrais, onde nasceu nossa história, é acolhedor e simpático. Você não vai ter problemas com o idioma, com comida (ao contrário, vai comer como um rei), ou com trânsito. Os portugueses adoram os brasileiros e fazem questão de trata-los muito bem. Até as novelas brasileiras passam na TV lá e mesmo que com sotaque ou com capítulos atrasados, fazem você se sentir em casa quando liga a TV.
Mas não se engane, os portugueses não são brasileiros. Parece óbvio, mas você se sente tão “em casa” lá, que corre o risco de pensar erradamente que pode esperar o “jeitinho brasileiro” de ser. Os portugueses são formais e educados, e esperam o mesmo dos outros.
O país é tradicional e tem uma história conturbada, repleta de conquistas e perdas até chegar a Era dos Descobrimentos, quando expandiu a influência ocidental e estabeleceu um império grandioso fora das suas fronteiras na Ásia, África, Oceania e América do Sul, incluindo o Brasil.
O Império Português, foi o primeiro Império global da Europa e o mais duradouro, sendo sucedido pela república, depois pela ditadura Salazar, e novamente pela república.
Por isso é uma ótima ideia começar a conhecer a Europa por Portugal. Você vai se adaptando aos poucos, conhecendo um pouco da história europeia e aprendendo uma nova maneira de viver e portar-se ou talvez o mais importante: comportar-se.
Eu aconselho 2 semanas ou 20 dias, se você quiser conhecer Portugal inteira. De norte a sul. Mas se você só tem 1 semana, comece por Lisboa e suba em direção ao Porto. Não vai dar para conhecer as pequenas vilas do interior, principalmente as mais distantes, mas vai dar pra ver as cidades principais no caminho, e conhecer muita história.  História, que se mistura com a nossa curiosamente, de tal maneira que os mesmos monarcas mudam somente  o número que indica descendência, como nosso Pedro I, por exemplo, que era Pedro IV em Portugal.
Em Portugal, vale muito a pena alugar um carro, para poder ver algumas cidades que são um “achado”, mas só pegue o carro quando sair de Lisboa, pois em Lisboa, o transito é difícil, e estacionar, é um suplício.

Lisboa.

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Lisboa, a capital e maior cidade do país com perto de 500 mil habitantes está situada na foz do rio Tejo.  Foi totalmente destruída por um terremoto em 1755 e reconstruída pelo Marquês de Pombal, hoje em dia representa uma força expressiva na cultura, turismo e economia portugueses.
Já visitei Lisboa em duas oportunidades, mas se aparecer uma terceira, vou sem pensar muito, isso dá uma ideia do quanto delicioso é o país. Difícil dizer o que mais me encanta em Portugal em geral, mas a comida com certeza é seu ponto forte.

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Não só o bacalhau, delicioso em qualquer esquina, as sardinhas na brasa, a ginjinha nos botecos, mas principalmente os doces. Estes, são imperdíveis e inesquecíveis.

Lisboa tem alguns bairros de interesse turístico, que são importantes citar:

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Bairro da Baixa Pombalina e Rossio

Essa é a região considerada central de Lisboa. Nela estão muitas atrações turísticas que merecem ser visitadas como Elevador de Santa Justa, uma estrutura de ferro que liga o bairro da Baixa ao do Chiado. Também legal você conhecer a Praça do Comércio, ou Terreiro do Paço, com muitos cafés e restaurantes,  onde você pode tirar fotos do Arco da Augusta, uma rua tradicional de comércio.
A Praça Don Pedro IV, ou Rossio, na outra ponta da rua Augusta, tem o tradicional Café Nicola, o teatro Nacional e a lindíssima Estação do Rossio.
São atrações interessantes que você não pode perder, mas o bairro em si, anda meio “caído” com muitas construções abandonadas, e fica um pouco deprimente. Por isso não aconselho se hospedar nele, apesar dos ótimos preços que praticam.

Bairro da Alfama.

Pensa numa velharia! Então, é a Alfama! Mas não vá desistir, a Alfama é repleta de história e tradição. Suas ruas estreitas formam quase um labirinto, e tem casas antigas com varais nas janelas, como você já viu em reportagens sobre Lisboa.

No topo do bairro está o Castelo de São Jorge, que na verdade são as ruínas do castelo, com uma vista maravilhosa de Lisboa com o rio Tejo ao redor. Também no bairro estão o Mirante Santa Luzia, e a Catedral da Sé.

Minha dica é: suba a Alfama de bonde ou de táxi até o Castelo. Visite o Castelo com calma, tire tantas fotos quanto quiser e depois desça o bairro a pé. Devagar, com tempo para apreciar todas as lojinhas, as casas com varais nas janelas, as casas de fado e as feirinhas. Pare no mirante para ver o Tejo, e visite a Sé!

Bairro Alto e Chiado.

O Chiado é elegante e boêmio e o Bairro Alto é alternativo. Entre os dois, está a Praça Luis de Camões, cenário da famosa Revolução dos Cravos.
Os dois bairros são os preferidos dos turistas, pela diversidade, comércio, restaurantes e casas de fado. São a melhor opção para hospedagem, porque você tem acesso a tudo que é interessante. Aproveite para jantar numa casa de fado e assistir um show, mesmo clichê, é inesquecível.

No Chiado nasceu o onipresente poeta lusitano Fernando Pessoa, e em frente ao café “À brasileira” que ele frequentava, existe uma estátua do poeta sentado em uma mesa.

Belém

Esse bairro um pouco mais afastado, vai requerer condução, então aproveite para experimentar o “elétrico”, uma espécie de bonde que eles usam muito lá.
As três maiores atrações de Lisboa estão em Belém:

Mosteiro dos Jerónimos, lindíssimo, é o mais notável conjunto de arquitetura manuelina construído no país. Seu Claustro de dois andares, destinado essencialmente para o isolamento da comunidade monástica, é um lugar sereno e lúdico e suas paredes são repletas de inscrições de poemas lusitanos.
No interior na lindíssima Igreja de São Jerónimo, não deixe de observar os túmulos dos reis e nobres portugueses, como também os de Vasco da Gama, Camões e Fernando Pessoa.

Em frente ao Mosteiro, existe uma praça onde você pode ver o Padrão dos Descobrimentos, que é um monumento construído na forma da ponta de uma caravela, em homenagem navegadores portugueses. Nele, se você parar para observar, vai conseguir identificar alguns dos personagens da história das navegações. Também é possível subir no monumento por um elevador interno que permite contemplar de toda a região.
A visita ao monumento vale a pena, apesar da implicância que os nativos tem com ele. Em virtude de ter sido construído por Salazar, um ditador muito odiado, os portugueses costumam chama-lo de “não empurra”, porque os navegadores estão todos na ponta da caravela. O apelido é engraçado porque cabe como uma luva.

A outra atração do bairro é a Torre de Belém

Construída por Dom Manuel I, com a função de defesa, era primeiramente cercada pelas águas do Tejo, mas com o tempo foi envolvida pela “praia”  e hoje fica em terra firme. Patrimônio Mundial pela Unesco, a Torre funciona como museu e vale uma visita.

Por último, a mais importante ( pra mim) atração turística do bairro de Belém, a Confeitaria de Belém, onde você vai deliciar-se com os famosos pastéis de Belém. A confeitaria produz os pastéis de nata, com sua receita secreta, desde 1837, e acredite, é de comer ajoelhado! Pedacinhos de paraíso inesquecíveis que transformam todos as imitações, em simples imitações.
Minha dica: comece o passeio de Belém, pela Torre, depois caminhe às margens do rio Tejo até o Padrão do Descobrimento, suba para apreciar a vista da região e depois caminhe novamente até o Mosteiro dos Jerónimos. Visite o Mosteiro sem pressa e no final da tarde, sente-se numa das mesas da confeitaria para comer quantos pastéis você conseguir. E leve um pouco para o hotel, (eles tem uma embalagem especial) porque quando lá chegar, você já vai sentir saudades dos famosos pastéis.

Parque das Nações

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O Parque fica um pouco distante do centro de Lisboa, mas você chega lá pelo moderníssimo metrô de Lisboa. Foi construído para abrigar a Expo 98, mas hoje é considerado um bairro da grande Lisboa.
O parque é muito moderno, tem uma arquitetura futurista e muitas atrações como o teleférico, que atravessa todo o parque, o Pavilhão do conhecimento, que é um moderno museu de ciência e tecnologia, e o Oceanário  de Lisboa.

Reserve uma tarde inteira para visitar o Oceanário. É maravilhoso, gigantesco, rico, com as mais diversas espécies marinhas, e uma visita imperdível.
Eu, particularmente, tenho uma paixão especial por aquários. Eles me fascinam e apaixonam. Sou capaz de ficar horas observando o nado silencioso e harmônico dos peixes, e por isso o Oceanário de Lisboa me encantou tanto. Foi construído em dois andares, e sua estrutura parece que “flutua” nas águas ao seu redor. Lá dentro, tudo gira em torno de um tanque central com mais de 15 mil espécies aquáticas. Ao seu redor, você ainda pode ver as diferentes espécies que vivem nos diferentes oceanos do planeta. O Oceanário hoje, figura entre os maiores da Europa.
Fiquei horas sentada lá observando, e ficaria novamente se tivesse oportunidade. Então, não deixe de ir.
Informação importante à respeito de Lisboa: a cidade tem 4 hostels entre os 10 melhores hostels do mundo, são eles: Yes Lisbon Hostel, Home Hostel, Living Loung Hostel e Travellrs House. Então se você for do tipo “turista descolado” e estiver à fim de uma hospedagem alternativa, Lisboa é o lugar para isso.
Bom, isso é um pouco de Lisboa! Uma cidade muito interessante que você pode conhecer em 3 ou 4 dias. Interessante também você notar, que nossos personagens históricos, são os mesmos, e que nossas histórias se misturam, como numa deliciosa receita de bolo.
Visitar Lisboa, é como voltar pra casa, só que a dona da casa, cozinha muito melhor que nós, e você pode saborear o país como se fosse uma receita da sua vó : com amor.
Bye

 

Andaluzia, Olé!

Parte II

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Córdoba

Depois que você mergulhou da alma Andaluz, em Sevilha, meu conselho é ficar mais um dia e alugar um carro para visitar Córdoba. É rapidinho (perto de 150 Km), um bate volta de um dia que vale à pena para conhecer a grande mesquita.
Córdoba é uma cidade menor que Sevilha (cerca de 300 mil habitantes) construída tal como Sevilha às margens do rio Guadalquivir,  e também como Sevilha com forte influência moura.
Seu centro histórico, também é Patrimônio da Humanidade e concentra-se ao redor da mesquita-catedral.

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Aliás, todas as atrações interessantes de Córdoba, concentram-se ao redor da mesquita, e essa é a razão que possibilita visitar a cidade em 1 dia, tudo fica perto. Antes de entrar na mesquita e se perder entre as suas numerosas colunas, visite o Alcazar dos Reis , chamado assim, por ter sido a fortaleza preferida dos reis católicos Isabel e Fernando, depois que eles conquistaram a cidade expulsando os mouros. A arquitetura tipicamente moura, com lindos jardins, é deslumbrante.

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Também  antes de entrar na Mesquita, visite a “Juderia”, o bairro judeu  vizinho da mesquita, onde é fácil perceber como existia harmonia entre as diferentes religiões  em Córdoba.   Suas casinhas pintadas de branco, tem as paredes enfeitadas de flores, num cenário típico da região. Almoce por lá antes de visitar a mesquita, que só abre as 10 horas, e reserve a tarde  inteira para visita-la.

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 Sobre a famosa Mesquita, vou me restringir a poucos dados históricos, porque  não precisa de mais nada. O que você vai ver lá, é absolutamente impressionante! Monumental e belíssima, a Mesquita que hoje em dia é catedral mas que obviamente foi construída como mesquita, é a mais impressionante construção moura além do Alhambra(sobre o qual falaremos a seguir) que jamais conheci. Se você não puder passar muito tempo em Córdoba, visite somente a mesquita, já valerá a pena.
Construída por Abderrahman I em 785, e com impressionantes 850 colunas em arcos é um deslumbre aos olhos e até as desastradas intervenções cristãs no coro tem um grande valor histórico e artísticos.

Ronda

 Depois de conhecer Córdoba, você pode partir em direção a Ronda, que fica à cerca de 100 km de distância de Sevilha e neste caso você tem 2 opçoes:
A primeira e mais interessante, pra mim, você gasta o dia todo na viagem aproveitando para conhecer os Pueblos Brancos, que são pequenos povoados construídos nas encostas rochosas, com as casinhas pintadas de branco e chega a Ronda à noite e pernoita.

A segunda opção é esquecer os Pueblos Brancos, ir direto a Ronda, passar o dia lá e partir em direção a Granada que é pertinho (180 km) e cuja visita, vai exigir pelo menos um pernoite.

Ronda é uma cidade pequena, quase um vilarejo  (72 mil habitantes), construída em cima de uma rocha à 700 metros acima do nível do mar, é indescritível! Quando você começa a subir em direção à cidade, já passa a se deslumbrar com o visual que fica melhor ainda lá de cima. A ponte que construíram sobre um desfiladeiro, impressiona qualquer um e faz de Ronda uma visita obrigatória.

Granada.

A última cidade andaluz de que vamos falar, é a casa do Alhambra e só por isso, já vale a visita à Andaluzia.

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Granada é uma cidade de médio porte e como muitas na Andaluzia, foi construída pelos mouros e tomada pelos cristãos. Na verdade esta foi a última cidade moura conquistada pelos reis católicos (Isabel e Fernando), porque era muito fortalecida de muralhas, principalmente ao redor do complexo Alhambra, um conjunto de palácios onde morava o califa.
O bairro de Albacín, de forte influência moura, é uma atração turística muito procurada e deve ser sua preferência de hospedagem se você quiser sentir-se como um autêntico andaluz.
Você vai gastar 1 dia inteiro para visitar o Alhambra, então, se quiser que sobre um tempinho para conhecer Granada, e fazer lindas fotos nos belvederes ao redor dele, faca pelo menos 1 pernoite na cidade.
Além disso, Granada fica pertinho de Sierra Nevada (41 Km), uma linda estação de esqui, que mesmo no verão, vale a visita.

O Alhambra.

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O Alhambra, que na verdade é A Alhambra, é um rico complexo palaciano e fortaleza onde morava o monarca da Dinastia Nasrida e a corte do Reino de Granada. O seu grande atrativo, como em outras obras muçulmanas da época, são os interiores cuja decoração representa o máximo da arte islâmica.
Alhambra em árabe, é Al Hamra, que significa A vermelha, chamado assim provavelmente pelos cor dos tijolos de taipa secos ao sol de que são feitas as muralhas exteriores.

Fazem parte do complexo, lindas construções, que você não pode deixar de visitar, como O Generalife, Palácio Carlos V, Jardins, Fortaleza Alcazaba, Palácios Nasridas  e é um daqueles tipos de passeios que requerem providências prévias. O número de visitantes é limitado, então para não correr o risco de perder a viagem, (ou você pode se arriscar e comparar na hora), aconselho reservar sua entrada na internet. Não é difícil se você seguir minhas dicas:
-A venda é feita pelo Ticketmaster
-Reserve um passeio diurno ( existe noturno também), chamado no site de Alhambra General, onde você vai conhecer todo o complexo. Existe a opção de comprar só para o Generalife, Jardins, e Alcazaba, mas neste caso você perderia o Palácio das Nasrida, que é o mais lindo de todos.
-Você clica em “comprar” e na página seguinte, aparecem as datas disponíveis.
-Em seguida você escolhe o período da visita e o número dos ingressos. Atenção: neste momento você precisa escolher também o horário de visita ao Palácio das Nasridas. Escolha sempre essa visita por último, com uma certa folga, porque os Nasrida ficam a 15 minutos de caminhada e são o ponto alto da visita ao Alhambra.
-Confira tudo antes de fechar a venda
-Escreva seus dados e de seu cartão de crédito. Use um cartão que esteja válido no dia da sua visita, porque você vai precisar dele para retirar seus ingressos.
-Clique em “comprar entradas” para efetuar o pagamento
-A confirmação chegará no e mail fornecido.
-Chegando no Alhambra, siga as placas ”Recogida de reservas com tarjetas”, elas vão leva-lo a sala de máquinas de auto atendimento.
-Na máquina, é só você colocar seu cartão de crédito, e a máquina reconhece sua compra, imprime e entrega suas entradas.
-Com ingressos na mão, você espera SUA HORA de visita.
Como já falei lá atrás, se você quiser arriscar e comprar na hora o seu ingresso, pelo menos chegue cedo, para evitar as filas, ok? A bilheteria abre as 08:00 da manhã.
Amigo leitor, prepare-se para se deslumbrar com o Alhambra. É fascinante!  Como toda a Andaluzia. É nela que você encontra uma Espanha arrebatadora, como se espera desse país “caliente”. Tão cativante que depois de tantos aos passados, ela ainda me faz suspirar!
Bye!

 

Andaluzia, Olé

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Então vamos finalmente falar da Espanha e mais especificamente da Andaluzia, a região sul da Espanha, onde a Espanha é mais Espanha.  Onde existem muitas praças de toros, danças flamencas, comida boa, calor e principalmente onde a cultura moura é mais presente.
Estive na Andaluzia à muitos anos atrás, em 2003 , e apesar de meus negativos de fotos não estarem mais disponíveis, minha memória daquela região maravilhosa, está intacta, e com muito gosto, divido com vocês.
Se você tem medo de se aventurar por países de língua e comunicação difíceis, a Espanha, além de Portugal, obviamente, é uma ótima opção. E porque a Andaluzia? Porque a região sul da Espanha, é linda, ensolarada e alegre. Também porque é uma região pequena que concentra muitas atrações e você consegue visitar em 5 ou 6 dias alugando um carro (vale a pena). Além de tudo, você vai ver os espanhóis no seu melhor papel: dançando, cantando, discutindo, comendo e uma raridade, sendo muito simpáticos.

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Barcelona é incrível, mas nem se considera espanhola. Madri é lindíssima, mas é da realeza. Santiago de Compostela é emocionante, mas é dos andarilhos. Já a Andaluzia, ah essa é dos espanhóis e já foi dos mouros, que na verdade foram os grandes responsáveis pela beleza dos monumentos e pela cultura .
Vamos falar deles, para poder entender a região. Mouros ou “Mauros” como diziam os antigos romanos, vinham da região que eles chamavam Mauritânia, e hoje é o norte da África. Eram uma civilização muito desenvolvida que acostumada com o clima quente, aprendeu a construir palácios repletos de lindos arabescos, voltados para um pátio interno, imensamente agradáveis. Eram cultos e estudados, mas eram considerados pelo resto da Europa como bárbaros porque seguiam o islã e falavam árabe. Foram muito perseguidos pelos católicos, em árduas cruzadas, e finalmente expulsos da região. O reinado islâmico na Andaluzia, durou quase 800 anos, e deixou uma rica herança de magníficos palácios e mesquitas que os católicos logo transformaram ( eles dizem consagraram) em catedrais.
Para mim, conhecer a cultura moura foi uma linda surpresa, e mesmo não sendo historiadora, perceber o quanto esse povo considerado bárbaro era culto e desenvolvido, foi uma surpresa.
Bom, já sabemos da história, agora vamos falar da geografia.

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Sevilha é seu primeiro ponto de parada na Andaluzia, mas não existe voo Brasil/ Sevilha, então o melhor caminho é por Madri. De Madri a Sevilha, você pode ir de trem ou avião. São quase 500 Km de uma estrada sem graça (eu percorri), então não vale a pena.
Chegando à Sevilha, você está na Andaluzia, e pode alugar um carro para conhecer melhor a região. Existem muitos atrativos na nela, mas penso que você não pode deixar de ir à Córdoba, Ronda, Granada e a própria Sevilha. O resto, (e tem muito resto) se der tempo, é lucro.

Sevilha

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Sevilha é a quarta maior cidade da Espanha com perto de 700 mil habitantes e apesar de não ser pequena, mas seu centro histórico pode ser percorrido à pé, logo você só precisa alugar um carro quando estiver saindo da cidade.
Apesar de ser grande, Sevilha tem um Q de interior. Tem a alma andaluz, tem costumes  históricos seriamente cultivados e você logo se sente “em casa”, assistindo em um show flamenco com as bailarinas torcendo dramaticamente as mãos, ou assistindo um toureiro elegantemente enfrentando um touro na arena, ou numa tasca barulhenta comendo azeitonas gordas e jamón serrano, tudo regado ao perfumado vinho Jerez e aos poucos percebe que não é imaginação. Isso é Sevilha e a alma Andaluz.

Procure se hospedar no bairro de Santa Cruz, que é o bairro histórico e onde você pode alcançar a pé, atrações mais interessantes da cidade. Importante também saber que Sevilha é muito quente mas o inverno, mais ameno tem temperaturas ao redor de 6 graus.  Logo as estações mais moderadas como outono ou primavera, são ótimos para você conhecer a região.
Aliás, vamos fazer um parênteses aqui, se você nunca foi à Espanha, precisa saber algumas características no “jeito de ser espanhol” que são importantes:
– A sesta, não é mito.  Os espanhóis param a cidade após o almoço. Simplesmente fecham tudo, e desaparecem. Durante muito tempo, ou muitas horas e só voltam “à ativa” depois de descansados.
-Outra curiosidade interessante, é que quando decidem curtir a noite, o fazem trocando de bar ( tascas), durante a noite toda. Começam comendo tapas (petiscos), no primeiro bar, e vão  trocando, acabando a noite muitos bares depois.
– Os garçons espanhóis não são muito pacientes, então pense bem no que você quer, estude o cardápio antes de chama-lo, caso contrário, ele vai deixa-lo falando com o vácuo. Ele se manda.
-Os hotéis na Espanha, principalmente no sul, costumam não incluir café da manhã na diária e quando incluso, consistem em, uma xícara de café com torradas ou tostadas. Bem simples.
São costumes muito diferentes e parecem engraçados quando se comenta, mas podem dificultar um pouco sua visita se não souber entender.
Mas, vamos voltar para as atrações de Sevilha.

Real Alcázar.

São um conjunto de palácios e jardins, deslumbrantes. Com uma forte influência moura, sua arquitetura encanta não só pela beleza, mas porque você consegue perceber nele a intenção de conforto, equilibrio e segurança. Os mouros sempre construíam palácios fechados por fora, para segurança, e internamente abertos a jardins lúdicos  com canais onde as águas corriam   para refrescar o ambiente. Notável também a sua preferência por laranjeiras, que além de embelezar perfumam todo o ambiente.
Os Reales Alcazáres, como costumam chamar, pois é um complexo turístico, ainda hoje são residência oficial da realeza espanhola, que lá se hospedam quando estão na Andaluzia. Você vai levar uma tarde inteira para visitar com calma e atenção, e pode chegar lá a pé se estiver hospedado no bairro Santa cruz.

Catedral de Sevilha

 Patrimônio histórico da humanidade, a catedral fica à alguns metros do Real Alcazar, e é a maior catedral gótica do mundo. Foi construída no lugar de uma antiga mesquita e até hoje, ocupa um lugar muito importante no coração dos católicos espanhóis. Tem em seu interior os túmulos de figuras ilustres como Cristóvão Colombo, Fernando Colombo, Fernando III de Leão e Castela, Pedro I de Castela entre outros nobres.
A catedral tem um pátio central, como em todas as edificações mouras (Pátio de los Naranjos) repleta de laranjeiras e muita história nas paredes, e tem a Giralda.
La Giralda em castelhano, é um antigo minarete (uma torre) moura, construída para observação e guarda, com espaçosas rampas em espiral, de forma que fosse possível subi-la à cavalo.  Mais tarde transformada em campanário, pelos católicos que apagaram alguns símbolos do Islã e os substituíram por símbolos cristãos, transformando a Giralda em um das maiores atrações de Sevilha. A sua subida é dura, (pode crer), mas vale a vista maravilhosa  que você terá de toda a cidade.

Praça de Touros de Sevilha

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Também chamada de La Maestranza, é uma das maiores da Espanha e é possível alcança-la à pé a partir da catedral, numa pequena caminhada. Mesmo que você, como eu, não seja, fã de touradas, vale a visita. Quanto orgulho e tradição guardam suas areias! Você pode conhecer a capela dos toureiros, a tribuna do rei, as roupas, os troféus e claro a linda arquitetura.

Plaza da Espanha

Essa linda praça que fica no Parque Maria Luísa, foi construída em 1929 para a exposição ibero-americana, e é uma das atrações mais emblemáticas de Sevilha. Cada banco da praça representa uma província espanhola e as quatro pontes que atravessam seu canal, representam os antigos reinos da Espanha.

Torre do Ouro

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A torre, construída junto ao rio Quadalquivir, fazia parte do sistema defensivo da cidade. Depois foi usada também como prisão e capela. E  tem esse nome, supostamente por causa do seu reflexo dourado nas águas do rio.
Estas atrações, são imperdíveis em Sevilha, mas não é só isso! Se você puder ficar 3 dias na cidade, vai poder conhecer outras atrações, inclusive algumas muito modernas, mas o importante na cidade, é viver o clima andaluz! Assistir um show de dança flamenca, mesmo que seja clichê, pular de bar em bar saboreando diferentes tapas, descansar a sesta junto com os espanhóis, comprar lindos chapéus e leques, experimentar “o jamón pata negra”, e as diversas paellas.
Sevilha é quente! Em todos os aspectos! Enjoy it!
Querido leitor, vamos ter que dividir a Andaluzia em dois posts. Mas não fique ansioso, a segunda parte já vem na próxima semana, ok?
Bye!

 

A imperial São Petersburgo

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Você já pensou na Rússia? Então, eu nunca tinha pensado, até que surgiu a oportunidade de embarcar em um cruzeiro pelo mar Báltico, com uma parada e pernoite em São Petersburgo, e claro, embarquei! Com muita curiosidade sobre a terra dos Czares.
E… Uau!!! É demais! Muito chique e grandiosa! Essa é a palavra, e aparentemente a maior característica que os czares queria mostrar: poder e grandiosidade.
Mas, existem duas cidades em São Petersburgo, uma construída pelos imperadores e czares que é linda e outra pelo comunismo

Essa segunda, é pobre e sem graça. São prédios construídos similarmente, sem atrativos ou cor, mas sabiamente o regime autoritário conservou e manteve todas as obras maravilhosas da época imperial.
Mas justiça seja feita, a revolução que exterminou toda a linha de czares na Rússia, apesar de violenta, não foi gratuita, os nobres do regime imperial, abusavam do proletariado e ostentavam sem nenhum pudor.
O povo russo é muito orgulhoso: do país, da cultura, das riquezas e principalmente da autossuficiência. Gostam de salientar sempre que possível, que o país não precisa de nada nem de ninguém. Produzem tudo que precisam e sabem disso. Mas a característica que mais me chamou a atenção, foi a sua força. Os russos são fortes, capazes de suportar o clima, as mudanças de regime, guerras, a fome, tudo. Nada parece derrubar sua índole. Que o digam Napoleão, que nunca conseguiu entrar na Rússia e Hitler, que fez um cerco à São Petersburgo de 872 dias, sem sucesso! A cidade não caiu, e os nazistas tiveram que recuar!
Perguntei a nossa guia, como eles sentem a abertura política, e ela respondeu usando uma metáfora que achei muito interessante e passo à vocês. Disse ela:” antigamente éramos como um grande urso vivendo numa jaula quentinha. Recebíamos comida e água, e não precisávamos nos preocupar com o futuro. Mas não éramos donos da jaula. De repente, sem mais nem menos, tiraram as grades, e não sabíamos o que fazer. Não sabíamos batalhar por comida e emprego. Mas podíamos comprar uma casa e deixar para os filhos. Podemos agora escolher o que queremos aprender e onde mas não tem sido fácil. Meus avós gostavam mais do regime comunista, mas eu gosto mais de poder decidir um pouco, sobre minha vida.” Interessante, não é?
Bom, mas vamos voltar para as informações turísticas que é o nosso foco.
São Petersburgo já foi Petrogrado e Leningrado, e que várias vezes capital da Rússia e  está localizada ao longo do rio Neva, na entrada do golfo da Finlândia, no mar Báltico.

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Foi fundada pelo Czar Pedro, o grande. É descrita como a metrópole mais ocidentalizada da Rússia, sua população é de mais de 1 milhão de habitantes e seu centro histórico e monumentos constituem um Patrimônio Histórico pela Unesco. Por mais de 180 anos, a cidade permaneceu como trono da família Romanov e sede da corte do Império Russo até a revolução de 1917.
São Petersburgo é tida como uma das cidades mais frias do mundo, sendo que no verão, as temperaturas médias são de 25 graus e no inverno, média de 5 graus, então, querido leitor, não é frio para amadores, procure ir no verão.
Meu primeiro conselho se você quiser se aventurar lá, é contrate um guia. Sem dúvida nenhuma vai ser um bom custo/benefício e  não é difícil você achar um guia que fale português, eu achei a Alice, e foi muito bom, porque a cidade tem muita história, e a ideia que os russos fazem de inglês, é bem diferente do que conhecemos.
Vamos falar de algumas atrações que você não pode perder, mas obviamente dependendo do tempo que você tem disponível, vai poder descobrir muito mais tesouros que os Czares deixaram.

O Hermitage

Tido como o segundo maior museu do mundo, foi residência oficial dos Czares quase que ininterruptamente desde a sua construção até a queda do império. Sua vasta coleção, está distribuída em muitos prédios ao longo do rio Neva. Então, prepare-se para muitas filas e para passar no mínimo 1 dia inteiro visitando seu maravilhoso acervo.

Fortaleza de São Pedro e São Paulo

Também as margens do rio Neva,  a fortificação deu origem à cidade e sua construção foi determinada por Pedro, o grande para defender a cidade dos suecos,  funcionou como prisão política por muitos anos. No centro dessa fortaleza está a catedral de São Pedro e São Paulo, uma linda igreja que tem sido o local de sepultamento de todos os Czares desde Pedro, o grande até Nicolau II e toda a sua família Romanov, violentamente assassinados.

Catedral de Santo Isaac

Uma suntuosa catedral, construída em homenagem ao padroeiro de Pedro, o grande (onipresente) em estilo neoclássico. Desde 1930 a catedral é um museu e mesmo que você não queira visitar mais um museu, é interessante saber que é possível subir à base da cúpula e dela ter a mais linda vista da cidade.

Catedral do Sangue Derramado

Também chamada de Igreja da Ressureição do Salvador sobre o Sangue Derramado, porque foi construída no local onde o Czar Alexandre II foi assassinado em um atentado. É uma igreja ortodoxa lindíssima, com as cúpulas coloridas tão características das igrejas ortodoxas e com o interior coberto de mosaicos. Um fato curioso, é que durante a segunda guerra, uma bomba atingiu uma das cúpulas sem explodir e lá ficou por 19 anos sem que ninguém soubesse.  Somente foi descoberta, quando trabalhadores subiram à cúpula para fazer reparos. A bomba foi então retirada e a cúpula restaurada.

Palácio Catarina

Todo em estilo rococó, foi construído por Catarína, a grande e serviu de residência de verão, dos Czares. O Palácio fica a 25 km da cidade e é fruto da intervenção de vários arquitetos contratados por diversos Czares. Muito ouro foi usado na sua decoração interna, e na fachada  externa e reflete toda a ostentação da época imperial.  Os jardins são magníficos e você vai gastar 1 dia inteiro para visitar a atração.

Peterhof

É um conjunto de Palácios e Jardins, construídos por ordem de Pedro, o grande e por vezes chamado de Versalhes Russo, para ser sua residência. Fica a cerca de 30 km de São Petersburgo, e também é resultado da intervenção de muito cazres e arquitetos. Entretanto seus jardins, pouco modificados, e sua maior e mais bonita fonte, a Grande Cascata, prolonga-se em um canal até o golfo do Báltico. A visita ao Peterhof também vai levar pelo menos 1 dia inteiro.DSC00719

Então, essa são somente uma pequena amostra do imperdível em São Petersburgo, há muito mais. A cidade merece ser visitada com calma, e tempo, e você vai precisar no mínimo de 4 dias.
Aliás, ainda faltou dizer que o balé russo é imperdível, e se você puder assistir um espetáculo, não deve perder!

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Você vai ficar impressionado com a cidade. Eu, no pouco tempo que lá estive, fiquei muito impressionada, com a força, a suntuosidade, a riqueza, e a história da cidade.
Não tenho certeza de que quero voltar, mas com certeza são Petersburgo me incentivou a conhecer Moscou. Quero mais.
Bye!