Istambul, uma mistura exótica!

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Parece mágica, mas é real! Istambul a maior cidade da Turquia, é lindíssima e um programão! Se você anda sonhando com a cidade porque já viu em fotos, em novelas da Band, ou simplesmente ouviu relatos, pode acreditar em tudo. Istambul é bela, misteriosa e mais tudo aquilo que a gente lê por ai.
Acho que a mágica está na mistura do moderno com a tradição, das roupas e costumes europeus com os trajes muçulmanos, dos prédios modernos com as mesquitas, enfim, tudo se mistura lá, e fica interessantíssimo!

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Istambul que já foi Bizâncio e Constantinopla, é a maior cidade da Turquia e a quarta maior do mundo! Logo, você já pode deduzir que não estamos falando de uma cidade pequena, e fácil de conhecer à pé. Curiosamente, Istambul não é a capital da Turquia, e sim Ancara, mas sempre foi o principal polo comercial, cultural e industrial do pais.
A história da cidade é turbulenta, tendo passado por muitas guerras, e possessões durante longos períodos, já foi a capital romana no oriente e a capital do império Otomano até 1923, cujo governante máximo, o Sultão, foi durante séculos reconhecido como Califa (por isso dizem que Istambul era um Califado), o chefe supremo de todos os muçulmanos.
A história da cidade, mesmo que não interesse para todos, está muito presente no dia a dia, nas muralhas, nos palácios, nas mesquitas e você vai “esbarrar” nela, o tempo todo.

Localização

mapa-estambulTalvez a localização da cidade seja um dos seus mais interessantes atrativos, porque a cidade fica parte na Europa e parte na Ásia. Ocupa as duas margens do Estreito de Bósforo e do Mar de Mármara, os quais separam os dois continentes transformando a cidade num cenário de filmes! Em dias de sol, as margens do Bósforo, deixarão suas fotografias, com cara de cartão postal!
Mas atenção, Istambul é muito fria no inverno, e claro que as estações moderadas, como primavera e outono, são as mais indicadas para a sua visita. O verão, não chega a ser proibitivo, até porque a cidade é tão cercada de águas, que não fica especialmente tórrida, mas ainda assim faz calor.

Onde ficar

Como em toda cidade grande, você terá alguma dificuldade em se locomover, em Istambul. Ainda mais porque o trânsito turco é completamente louco, então você vai precisar de transporte particular, (vans, taxis etc..), consequentemente, você pode se hospedar em qualquer bom hotel. Existem muitos de categoria internacional, com comida internacional, o que é interessante, e você pode procurar um que esteja dentro do seu orçamento. A localização não vai importar muito.

Atrações

Primeiramente, a melhor maneira de conhecer a cidade, é contratar visitas guiadas. Obviamente que não é obrigatório, mas como já mencionei, somente com guia você vai poder conhecer as atrações entendendo a história de Istambul. Além do mais, como também já mencionei, o transito turco é desorganizado e barulhento (turcos costumam gritar muito no transito), então, se você contratar visitas guiadas terá o transporte e a história num mesmo pacote.
Existem muitas agências de turismo na cidade, e você pode contratar pela internet (é só jogar no google),  no aeroporto, nos hotéis, ou no escritório de informações turísticas da cidade.
Não deixe de comprar, porque assim você vai poder curtir a cidade com tranquilidade. Agora, vamos falar sobre algumas atrações que são imperdíveis, e que você vai ter que encaixar no seu passeio.

Grande Bazar

O Grande Bazar é provavelmente o maior mercado coberto do mundo, tem mais de 60 ruas cobertas, e milhares de lojas. Diariamente é frequentado por 250 mil pessoas, sendo que 20 mil trabalham ali. Foi construído pelo  sultão Mehmed, o conquistador, logo depois de ele ter conquistado a cidade e fez parte de seu projeto de revitalização. Como era usual nos mercados Otomanos, parte das taxas cobradas no comércio, era destinada às mesquitas, no caso do Grande Bazar, as taxas beneficiavam a recém convertida Santa Sofia.
É um dos poucos passeios que você não vai precisar de guia. Lá você pode ir e voltar de táxi facilmente e garimpar pelo tempo que quiser. Reserve pelo menos 1 tarde inteira e ande, barganhe ( importante), compre mas acima de tudo deslumbre-se com as maravilhas que vai ver lá.

Bazar das Especiarias ou  Mercado Egípcio

Esse mercado é pequeno se comparado ao Grande Bazar, são somente dois corredores e cerca de 100 lojas, mas apesar disso, merece ser visitado porque é um dos lugares mais interessantes de Istambul.
Carregado de temperos, condimentos, especiarias, frutas secas, sementes, castanhas e doces turcos, o mercado é um festival de aromas, sabores e cores. Difícil sair de mãos vazias.
Também é possível visitar sem guia. Você pode ir de táxi e se perder sem tempo para voltar.

Torre Gálata

Construída no período Otomano para servir de torre de vigia, teve seu interior de madeira trocado por concreto e aberta ao público na década de 1960. Hoje, nos últimos andares, funciona um restaurante que proporciona jantares turcos com shows de dança típica. Bem turístico, mas vale à pena. A comida é boa, o show também, e a vista do Bósforo à noite, é imperdível. Compre com antecedência!

Mesquita Azul

A Mesquita Azul ou Mesquita do Sultão Ahmed, foi construída em estilo clássico Otomano,  e é a única em Istambul com seis minaretes ( torres pontiagudas). Seu interior é tão magnífico quanto seu exterior que foi revestido de azulejos azuis e para visita-la além de tirar os sapatos, você vai precisar cobrir braços e pernas.  Funcionários da mesquita fornecem uma espécie de canga para cobrir as partes desnudas. Fascinante!

Basílica Santa Sofia

Situada em frente à Mesquita Azul, a Santa Sofia foi construída pelo imperador bizantino Justiniano, inicialmente como uma igreja. Famosa por sua enorme cúpula, já foi a maior catedral católica do mundo. Convertida em Mesquita pelo Sultão Mehmed II, assim permaneceu até 1931. Transformada em museu, reabriu para o público em 1935 já na recém criada República da Turquia.
A Santa Sofia é um dos grandes exemplos ainda existentes da arquitetura Bizantina. Seu interior decorado com pilares de mármore e mosaicos é deslumbrante e o exterior com 4 minaretes, também impressiona.

Palácio Topkapi

Foi o primeiro palácio da dinastia Otomana construído em Istambul, também por Mehmed II, o conquistador, foi residência principal dos membros da dinastia e centro administrativo do império Otomano.
O palácio não parece os palácios da Europa, é diferente. Tem o estilo e a sensibilidade da arquitetura islâmica e a cultura nômada dos primeiros turcos da Ásia . O luxo e a grandeza não estão no tamanho do palácio, mas em detalhes da arquitetura, na tranquilidade dos pátios interiores, nos jardins e nas vistas panorâmicas e excepcionais do Bósforo.
Além das diversas salas, aposentos, haréns, você pode visitar também exposições temporárias e das joias do sultanato.
A visita ao Palácio Topkapi, é programa para 1 dia inteiro. Há muito para ver, e precisa de tranquilidade para ser apreciado com emoção.

Além destas atrações imperdíveis, recomendo ainda, um passeio pelo Bósforo! Você pode contratar facilmente, não custa caro e é deslumbrante!
DSC00944 - CopiaAliás, penso que deslumbrante é a palavra que melhor define Istambul. A mistura única entre oriente e ocidente decorrente não só da localização entre dois continentes mas também da cultura de seus habitantes do presente e do passado, a vida intensa em suas ruas e praças, o contraste e a harmonia de uma cidade simultaneamente europeia e asiática, exótica e luxuosa fazem de Istambul um destino turístico estupendo!
E você não vai continuar adiando o encontro com essa joia, não é?
Bye!

A sedutora Amsterdã!

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Impossível não se apaixonar pela capital da Holanda! É uma cidade extraordinária, com seus canais, cultura, vida noturna, museus e parques.
Romântica, tolerante, diversificada, moderna, urbana, civilizada….. enfim, inevitavelmente  encantadora.
Amsterdã, já foi meu destino algumas vezes, e sempre me surpreende e deslumbra.
Se você tem vontade de conhecê-la, aproveite para ir na primavera, entre março e maio, pois vai encontrar a cidade toda florida, no seu melhor estilo.
Vamos as informações práticas sobre a cidade:

Como se deslocar.

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O centro da cidade é pequeno e fácil de ser percorrido à pé, portanto você não vai precisar de carro para se deslocar. Na verdade, você nem deve tentar andar de carro no centro, porque o transito é difícil, com pouco espaço por causa dos canais e piorado com a presença maciça de bicicletas.

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Então, se você chegar à cidade de carro, vai precisar achar logo um estacionamento e prepare-se para pagar muito, por ele. O motivo parece óbvio: Amsterdã, fica abaixo do nível do mar ( em inglês: Netherlands), logo, os estacionamentos subterrâneos tão comuns na Europa, são raríssimos, e caros.
Importante lembrar também, que mesmo à pé, você deve tomar cuidado com o transito das bicicletas, são muitas e rápidas. Constantemente a gente esquece delas, e os holandeses buzinam pra valer! As calçadas são divididas em faixas para pedestres e bicicletas, e os semáforos também tem luzes separadas, então, fique atento.

Melhor época

Amsterdã é gelada e para piorar tem um vento constante, então, se você não gosta de frio, fuja do inverno (novembro, dezembro e janeiro). A melhor época para visitar a cidade é na primavera, mais especificamente de 15 de março e 15 de maio, porque neste 2 meses, o Keukenhof, o mais lindo jardim de tulipas do mundo, está aberto à visitação.

Onde ficar

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Amsterdã, possui um anel central, onde se encontram quase todas as atrações interessantes, então procure na internet (www.booking.com.br), um hotel ou apartamento que caiba no seu orçamento. Não é barato se hospedar na cidade, e muito menos no anel central, mas acredite, vale à pena investir na localização. É importante também prestar atenção, nas avaliações dos hóspedes, pois existem muitos hotéis velhos e com quartos apertadíssimos. Por outro lado, você não precisa se preocupar com a segurança, nem no bairro da luz vermelha, porque Amsterdã é muito segura.

Atrações

Você pode escolher museus à vontade, existem muitos, e são todos interessantíssimos, completos, com acervo maravilhoso e mesmo que não seja a sua praia, escolha pelo menos 1 deles e curta: Rijksmuseum, Van Gogh museum, Stedelik museum, a casa de Rembradt e claro, a casa de Anne Frank. Qualquer um deles será um programão!

Além dos museus, Amsterdã, tem outros programas interessantes no centro, como a visita à fábrica da Heineken e a fábrica de diamantes Gassan, as duas são  chamadas de “experiência”.

A praça central, chamada Dam , é rodeada por monumentos históricos, o palácio real, o obelisco em homenagem aos mortos da segunda guerra e o museu de cera Madame  Tussauds. Todos valem o ingresso, e os lindos canais de Amsterdã, merecem um tour de barco, mesmo que seja um lugar comum, porque é muito romântico e uma boa oportunidade para descansar seus pés.
Ainda no centro você pode visitar o Vondelpark, o mercado das flores e claro, O Red Light District!
Este último, um famoso bairro da luz vermelha que ao anoitecer acende suas vitrines com lindas moças oferecendo-se em performances sensuais ao público em geral. Tudo civilizadíssimo e moderno. Você pode circular sem nenhum problema, desde que não queira fotografar. As moças não permitem fotografias.

Keukenhof

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Deixei o lindo parque por último, porque você vai precisar de 1 dia inteiro para visita-lo.  O parque fica a 41 km de Amsterdã, e você pode comprar uma excursão para visita-lo, em qualquer posto de informações turísticas, ou hotéis. Quando você compra a excursão, eles mostram o ponto de encontro, que é muito importante, levam você em ônibus confortável até o parque em mais ou menos 1 hora, e lá chegando facilitam seu acesso fornecendo os ingressos.
Se você estiver de carro e quiser ir por conta própria, pode comprar os ingressos na internet facilmente ou mesmo comprar lá, na hora. Existe muitos estacionamentos ao redor do parque e você não terá dificuldade para deixar seu carro.

O Keukenhof é o maior e mais lindo parque de tulipas do mundo. Ele é fixo e temático. Todo ano os holandeses planejam um novo tema que orienta a plantação dos bulbos nos canteiros, logo, a cada ano o parque parece totalmente diferente.
As tulipas florescem entre março e maio, estando em seu maior esplendor no mês de abril.   O parque abre em 15 de março e fecha em 15 de maio, quando as tulipas são cortadas e os bulbos replantados para o próximo ano.

A florada das tulipas é um espetáculo indescritível e inesquecível, portanto se você puder escolher a época de sua viagem à Holanda, vá na primavera.
A gente não sai a mesma pessoa do Keukenhof, ninguém fica indiferente à tanta beleza!

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Embarque para a Holanda, as tulipas estão lá esperando!

Bye!

 

A surpreendente Cracóvia!

A Polônia sempre “rondou” meus planos de viagem mas somente entrou num roteiro em 2015, quando resolvi conhecer o leste europeu. Na verdade, meu marido que é apaixonado pela história da 2ª guerra, sempre teve vontade de conhecer Auschwitz, o campo de concentração polonês, que foi cenário da tragédia dos judeus, e ele (o campo), fica pertinho de Cracóvia, uma das cidades mais lindas da Polônia, então, lá fomos nós passear pelo país do pierogi.

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E antes que eu me perca em informações, se você não sabe, pierogi é um tipo de pastel cozido, recheado de ricota, típico da Polônia, delicioso!
Bom, vamos voltar à geografia, porque Cracóvia não é a capital da Polônia. Varsóvia é sua capital, e maior cidade, mas mesmo linda, não é o assunto deste post, e sim sua irmã polonesa: Cracóvia, em Polonês, Kraków.
Cheguei em Cracóvia de carro, o que foi muito tenso. O transito é meio confuso e louco, principalmente se você estiver vindo da Alemanha, como eu. Quem já esteve na Alemanha, ou já leu posts anteriores, sabe que é um país organizado, onde tudo funciona perfeitamente, então se você sair da Alemanha e “cair” na Polônia, vai ter um susto!
Mas não se assuste, a bagunça da Polônia, não é novidade para nenhum brasileiro.

A cidade

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Cracóvia é uma cidade alegre. As pessoas estão sempre rindo, dançando e cantando. Você imediatamente vai se sentir em casa lá. Situa-se no sul na Polônia, quase na fronteira com a  Eslováquia e é a cidade mais visitada do país. É uma cidade moderna que tem no centro uma cidade antiga murada, tombada como Patrimônio Histórico pela Unesco.

A cidade velha merece pelo menos um dia inteiro para saborear com gentileza. No centro tem a praça do mercado, que é uma das maiores da Europa e cujo mercado no centro da praça, tem uma arquitetura renascentista do século 13 e é lindíssimo.Também na cidade velha, você pode visitar o Santuário da Divina Misericórdia, famoso pelas aparições e revelações de Jesus, e o castelo Wawel, construído sobre uma colina e onde você pode ver a pintura de Leonardo da Vinci, “A dama com arminho”. Tudo pode ser visitado à pé!
Visite pelo menos, essas 3 atrações, são imperdíveis. E se sobrar um tempinho, caminhe pelas ruas da cidade velha. Você vai se surpreender com tantas coisas interessantes para ver.  Na hora do almoço, escolha um restaurante na praça do mercado, e peca um pirogi acompanhado de uma cerveja polaca! Amigos, que experiência! Inesquecível!

Além do que mencionei, você ainda pode visitar a fábrica do Schindler, que agora é um museu e ficou famoso depois do filme do Spielberg por ter salvo muitos judeus no período nazista, a universidade Jagiellonian, onde estudaram muitos personagens famosos como Nicolau Copernicus e a caverna do dragão, ¨Zródelko, em polaco, na colina Wawel, cheia de lendas.
Mas as duas maiores atrações estão nas proximidades de Cracóvia, e vamos falar delas com mais detalhes.

Auschwitz e Birkenau

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Então, eu sempre achei que não gostaria de visitar o famoso campo de concentração. Pensava que encontraria um lugar triste, com uma energia ruim, astral pesado que não me acrescentaria nada, mas como meu marido queria muito ir, e acho que viagem é companheirismo, resolvi ir. E que bom que fui!
Em nenhum momento senti baixo astral! Ao contrário, reina a paz em Auschwitz, a paz da superação. Tudo que aconteceu lá, está lá, documentado, para não ser esquecido, não ser mais repetido e merece ser conhecido.
Por mais que você já tenha lido à respeito nos livros, vai se surpreender quando ver ao vivo. Porque somente ao vivo, a gente consegue ter dimensão da enormidade, da escala em que as coisas aconteceram lá. Quando vi as imensas salas cheias de sapatos que os judeus deixaram para traz antes de serem incinerados, pude ter noção do tamanho da tragédia.
Mas essa ideia, do tamanho da barbárie, é muito educativa e não nos deixa deprimidos, não se preocupe. Obviamente a gente fica triste de ver o que o ser humano é capaz, mas não é possível dizer que saímos de lá, tristes.

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Então, se consegui convencê-los a conhecer Auschwitz, vamos as informações práticas: na verdade são dois campos, Auschwitz, o primeiro a ser construído, e BIrkenau (ou Auschwitz II), que foi construído depois para que os nazistas pudessem matar em maior escala.
Você deve comprar uma excursão guiada para a visita. Pode ir sozinho, por conta própria? Pode. Mas pense um pouco: você vai visitar um lugar histórico, então um guia com conhecimento sobre o assunto, é uma ótima ideia. Afinal ninguém vai à Auschwitz para passear, não é?
Então, você joga no Google “excursão para Auschwitz” e aparecem várias empresas que operam. Compre com antecedência, porque os lugares são limitados pelos assentos no ônibus.
A viagem até o campo, dura perto de 1 hora em ônibus confortável e a visita aos campos,  duram ao redor de 4 horas.  Com mais 1 hora para a voltar, você chega em Cracóvia perto das 14:00 horas. E chega morta! Não programe mais nenhuma atração no dia, porque a visita é cansativa. Leve um sapato bem confortável, de preferência um tênis, e prepare-se para andar muito. Principalmente em Birkenau.
Importante: anote o endereço do ponto de encontro da excursão para jogar no GPS. Geralmente elas partem de uma rua próxima de um dos portões da cidade velha, e saem cedo. O ideal é não comprar a excursão para seu primeiro dia em Cracóvia. Melhor se você tiver um tempo para se ambientar na cidade e procurar o ponto de partida.

Bom, não vou detalhar aqui sobre o que você vai ver em Auschwitz, porque o legal  é você ver ao vivo, mas não se preocupe, não vai ver nada que já não tenha ouvido falar e ver na TV, só que com uma real dimensão, e sim, vai ficar um pouco triste por todos nós, humanos.

Wieliczka – A mina de sal.

A mina fica na região metropolitana de Cracóvia, e você compra a excursão em pontos turísticos na cidade velha! Tem muitos postos de venda, e você pode escolher o dia e o período. A excursão à mina, é passeio para meio dia e a vantagem é que neste passeio, o transporte vai busca-lo onde você está hospedado, e depois leva-lo de volta.
Na mina há um esquema turístico muito sofisticado e eficiente, com excursões em diversas línguas e guias da própria mina, então, o que você vai comprar mesmo em Cracóvia, é o transporte e a entrada.

A mina é o máximo! Com mais de 120 metros de profundidade, que você desce por escadas e sobe por elevadores, tem salões amplos, corredores idem , espaços para casamentos e eventos e até uma catedral, inteirinha em sal, inclusive os lustres e as imagens dos santos.
Incrível! Você vai se surpreender com a visita!

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Ainda importante dizer que a moeda da Polônia é o Palau (PLN), e que 1 Real = 1,3 PLN, o que obviamente, deixa o câmbio muito interessante.  A Polônia não é um país caro e aceita Euros em todos os lugares. Eu me hospedei em um apartamento que pesquisei na internet (www.booking.com.br), e adorei. Pude fazer algumas refeições em casa, lavar e passar algumas roupas, o que em viagem longa, sempre ajuda.
Experimente Cracóvia! É muito interessante e você não vai se arrepender!
Bye!

Vamos Navegar?

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Parte III

Se você leu os post anteriores sobre cruzeiros (parte I e II), já sabe muita coisa sobre navegar, então agora vou passar algumas pequenas dicas que serão uteis na hora de você escolher um roteiro.

Mares do Sul
Como já escrevi anteriormente, a escolha do mar onde você vai navegar, influencia bastante no conforto do seu cruzeiro e é preciso prestar atenção neste detalhe.  Se você comprar um roteiro pelo mares do sul (Uruguai e Argentina), pode se preparar para um cruzeiro de mar turbulento. Principalmente os roteiros que saem do Chile e veem para o Brasil ou vice-versa. Esses roteiro passam pelo Estreito de Drake e Cabo Horn, um dos mares mais agitados do planeta. Os roteiros são lindos, e você terá oportunidade de ver lugares cênicos, como os glaciares (aqueles paredões de gelo), mas deve estar preparado para a navegação por vezes “agitada”! Outro detalhe importante, é que os portos do sul da América do Sul, costumam ter tarifas portuárias muito altas, e não aparecem inclusas no preço do cruzeiro, então onde aparecer o preço +taxas, fique atento às taxas.

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Caribe
O Caribe tem as águas mais translucidas e encantadoras do planeta, e tornam qualquer cruzeiro em puro deleite, mas…..  não aconselho navegar de agosto a novembro. É época de furacões por lá, e você não vai querer ficar no meio de um deles, né? Cruzeiros no Caribe costumam ter uma tarifa muito camarada e várias opções de duração, o que lhe dá chance de poder fazer um roteiro por um preço muito legal, mas atenção, os embarques geralmente são nos EUA, que exige visto e as tarifas aéreas estão muito altas, o que acaba encarecendo o cruzeiro.

Mares do Norte
Nos mares do norte do planeta (Alasca, Noruega, Islândia, Suécia e Rússia), o frio é intenso no inverno, então, a melhor época para fazer um cruzeiro por aqueles lados, é  no verão deles, tipo junho, julho ou agosto. É verdade que as empresas marítimas não fazem cruzeiros para o Alasca, por exemplo, em janeiro, alto inverno, mas existem cruzeiros disponíveis para o Alasca de abril a novembro, então, fique atento e escolha a melhor época.
A situação se repete no sul do planeta, em cruzeiros pelo sul do Chile e Argentina, e vale o mesmo conselho, vá no verão, dezembro, janeiro ou fevereiro.

O oriente
Fazer um cruzeiro pelo sudeste asiático, é uma ótima maneira de conhecer o oriente, porque você pode conhecer diversos países na mesma viagem, vai visitar as cidades com a infraestrutura dos navios (principalmente guias turísticas que lá são indispensáveis) e tem também a hotelaria e a comida do ocidente à sua disposição. Mas no leste asiático reinam as Monções. São ventos sazonais que mudam de direção de acordo com as estações do ano. Elas são mais tranquilas em alguns países e mais intensas em outras. E quando digo intensas, estou falando de tempestades, alagamentos e tufões, então preste atenção, quando for comprar seu cruzeiro para a época: de uma maneira bem geral, a melhor época de navegar pelo sudeste asiático é de dezembro à abril.

Oceania
Os cruzeiros pela Oceania, também tem uma época propícia, que é entre maio e outubro, quando as temperaturas estão mais amenas, chove menos e é menor a chance de ocorrer ciclones tropicais.

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Nos cruzeiros ao redor do Reino Unido, costumam ocorrer ventos fortes, que mesmo não sendo suficiente para balançar o navio, são suficientes para impedir um desembarque  fundeado ( quando ele fica parado fora do porto, e desembarca os passageiros com escaler), como já aconteceu comigo. Isso acontece, porque no desembarque por escaler, os tripulantes baixam os barcos e os passageiros precisam acessa-los com o barco balançando. Obviamente que com o mar agitado, essa operação fica difícil e arriscada. E houver o mínimo de risco, tudo é abortado. Então pode se sentir segura.

Mediterrâneo
O mar Mediterrâneo, é o queridinho dos cruzeiros. E não é por menos, suas aguas são de um azul raro, calmas e livre de tufões e furações. Ele pode chamar-se mar Tírreo, quando banha a costa oeste da Itália, mar Adriático quando está no leste e mar Egeu, quando está na costa da Grécia. Foi no Mediterrâneo que fiz meu primeiro cruzeiro e me apaixonei pelos navios. Percebi também que lá, no primeiro semestre, costuma haver menos ventos que o segundo, mas nada que seja preocupante. A alta temporada é no verão, entre junho e agosto, mas eu prefiro maio ou junho e setembro ou outubro.   Você pode ir a muitos países lindíssimos através do mediterrâneo, e um roteiro por ele, sempre será deslumbrante!

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Costa Brasileira
Ainda preciso falar sobre os cruzeiros na costa brasileira, e sinto ter que dizer, que se você puder fazer seu cruzeiro fora do país, com certeza será melhor ideia. As mesmas companhias que navegam fora do Brasil, não apresentam a mesma qualidade de serviço na nossa costa. Inclusive existe uma lei brasileira que exige um percentual alto (não lembro quanto) de brasileiros na tripulação. Eles ( os tripulantes brasileiros) entram nos navios já em setembro/outubro enquanto eles ainda estão na Europa, para começar o treinamento, e você pode imaginar, porque a qualidade do serviço cai. Mas, amigo leitor, se você não puder fazer um cruzeiro fora do país, escolha um roteiro pela nossa costa mesmo. Você não vai notar a diferença na qualidade do serviço, se ainda não experimentou fora daqui, né? Então vale à pena.

Existem outros roteiros interessantes, como mar Báltico, costa leste dos EUA e Canadá, sul da Ásia, costa da Noruega(imperdível) e o transoceânico. Este último, costuma ter tarifas bem camaradas, porque ocorrem na troca de estações entre os hemisférios norte e sul onde os navios precisam trocar de “área”, por exemplo: em novembro, os navios que estão operando na Europa, precisam vir para a costa brasileira, para o verão, então para não virem vazios, eles costumam cobrar um preço bem acessível, e você pode voar para a Europa, na ida e navegar na volta.

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Nesse tipo de cruzeiros, você passa mais tempo navegando, que nos cruzeiros pela costa. Pois num cruzeiro normal, pela costa, você navega à noite e passeia pelas cidades durante o dia. Ao contrário, do transoceânico onde você aporta em alguns portos antes de ganhar o oceano, mas depois que o encontra, vai navegar por alguns dias até a próxima costa.  Claro que tem uma programação animada durante a travessia, você tem todos os restaurantes à sua disposição, teatro, academia, boate, enfim, tudo, mas não poderá desembarcar e talvez, dependendo do seu perfil, fique entediado.
Bom, agora acho que contei tudo que aprendi com os cruzeiro que fiz. Posso afirmar que cruzeiro não é entediante, é muito confortável e tem muita mordomia, e acho difícil não gostar de luxo, bom serviço e boa comida.
Eu, adoro, e procuro fazer pelo menos um novo roteiro a cada ano! Quem sabe um dia nos encontramos à bordo de um Transatlântico!

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Bye!

 

Vamos navegar?

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Parte II

Então, queridos leitores, vamos continuar com as informações e dicas para você fazer de um cruzeiro, um programa inesquecível.
Já falamos, dos medos, dos mitos e como comprar seu cruzeiro, agora, vamos à outros detalhes importantes.
Como é no navio por dentro, e como funciona.
Antes de mais nada, importante dizer que todos as companhias marítimas tem site na internet, e neles disponibiliza plantas dos decks, fotos dos restaurantes, das cabines e das áreas comuns, frota com todos os navios e seus dados, como tonelagem, ano de fabricação(importante), capacidade de passageiros e tripulação. Os sites são bem claros, tem informações até sobre o que fazer antes de embarcar. Se você vai quer fazer um cruzeiro, entre nos sites, pesquise bastante. É para isso que eles são feitos, ok?
Bom, sobre os navios, podemos generalizar e dizer que normalmente são muito grandes para 3 mil até 6 mil passageiros. Existem navios menores? Claro! Os da Pullman por exemplo, que fazem roteiros no Brasil, são menores e tem menos cabines com varanda, mas navios menores, não implicam em baixa qualidade. Uma coisa não tem a ver com outra. A Silver por exemplo, tem navios menores e é uma das companhias mais luxuosas do mundo.

Normalmente os navios tem 14 andares (decks), sendo que nenhum tem o deck 13. Todos pulam do deck 12 para o deck 14, curioso, né? Eles tem uma recepção, parecida com as de hotel e com as mesmas funções, e situam-se geralmente no deck 5, juntamente com o atendimento de excursões.

É comum os navios venderem excursões especiais em cada porto, que você pode comprar ou não. Você pode visitar as cidades de cada porto por conta própria, se tiver coragem. Não que seja perigoso, mas exige um certo desprendimento para se virar sozinho e nunca, nunca, em hipótese alguma, se atrasar para o embarque. Você ficará no porto, se isso acontecer, com certeza. Minha experiência nesse quesito, me permite já andar sozinha, por minha própria conta e risco. Só compro uma excursão, quando preciso do deslocamento que o navio oferece. Caso contrário, alugo um carro ou táxi no porto e saio livre, leve e solta. Mas se você é estreante, e não se sente seguro, compre as excursões do navio. Você vai adorar a mordomia, os guias, enfim toda a estrutura disponível. Eles costumam disponibilizar as excursões na internet antes do embarque, e você pode e deve estuda-las com antecedência, mas pode deixar para comprar na hora ou melhor, no dia anterior de da cada uma.

Existem alguns decks somente de cabines, e outros dividem com espaços de entretenimento. Também existem lojas, teatros, casino, e restaurantes. O restaurante 24 horas que está incluso no preço, geralmente fica no alto (deck 12 e 14), e o restaurante formal, também incluso fica em baixo(decks 5 e 6). È muito comum que no começo do cruzeiro você se perca dentro do navio, por isso eles costumam sinalizar o máximo possível, e com o tempo você começa a se “achar”. Nas cabines, além das camas, armários e banheiros, você vai encontrar um cofre que deve ser usado. O camareiro entre e sai de sua cabine o tempo todo para arrumar, (o serviço é ótimo), e é mais seguro você guardar valores e documentos no cofre.

Então, como funciona o embarque: você chega no porto, e eles te orientam o tempo todo. Você faz um check in, despacha as malas já etiquetadas, e entra no navio para achar sua cabine. Geralmente suas malas já estão na sua cabine ou chegando e você pode desfazê-las.  Os embarques são geralmente do meio dia as 4 hrs, e eles já disponibilizam almoço no restaurante 24 Hrs. Alguns itens não são permitidos embarcar, mesmo dentro de malas como ferro de passar e bebidas. Eles passam suas malas no RX e vão reter os itens até o desembarque.

Ufa! Quanta informação, não é? Mas não se preocupe, a maior característica dos cruzeiros é a organização. Tudo é muito organizado e funciona perfeitamente. As companhia e funcionários são honestos e gentis. A ideia é você aproveitar, então, o que você não souber, vai aprender facilmente. Ainda preciso dizer, que infelizmente, os cruzeiros no Brasil, não costumam ter a mesma organização dos internacionais. Mesmo com as mesmas companhias que fazem os nacionais e internacionais, a organização, é diferente.

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No próximo post, vamos ainda continuar no mesmo assunto, pois quero falar um pouco a respeito de cada roteiro e suas delícias e roubadas.
Bye

 

Vamos navegar?

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Parte I

Você nunca fez um cruzeiro, mesmo tendo muita vontade de experimentar, porque sempre aparece um “medinho” que lhe impede? Bobagens! Cruzeiro é a maneira mais confortável, segura, luxuosa e econômica de viajar, e mesmo que pinte o “medinho”, arrisque-se!
Vamos as vantagens que um cruzeiro pode oferecer:
-É econômico. Pense que todas as refeições estão inclusas no preço, e não é pouca ou qualquer comida. É alta gastronomia.  E você pode comprar o cruzeiro que caiba no seu bolso, escolhendo bem o tipo de cabine que pode pagar, a duração, e pagar parcelado!
-É confortável. Você não vai precisar fazer e desfazer malas. Você chega na cabine, abre sua mala, guarda tudo nos armários como preferir e pronto. Daí em diante o “hotel” se desloca por você!
-É luxuoso. Transatlânticos equivalem a hotéis de luxo. Toda a decoração é luxuosa e o serviço é de primeira!
-Os roteiros são diferenciados. Você vai alcançar alguns destinos que dificilmente chegaria por terra
-Infraestrutura. Os navios tem excursões pré- programadas à destinos especiais, que você pode comprar à parte, as quais levam você com todo o conforto e segurança à lugares especialíssimos com guia! Tem também lojas, restaurantes, teatros, animadores, e assistência médica.
-Viajar distância maiores. De navio você conhece mais cidades do que visitaria por terra, pois pelo mar, viaja longas distâncias em menos tempo.
-Paisagens e fotos impossíveis em terra.

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Já tem motivos para pensar, não é?

Bom, como tenho que ser sincera, vamos agora as desvantagens de fazer cruzeiros, elas existem sim:
-O serviço é caro. As gorjetas são estabelecidas pela companhia, por dia por passageiro. E a conta vem mesmo. Algumas companhias, fazem pacotes de ofertas que incluem as gorjetas. É É uma boa ideia.
-Conhecer muitas cidades superficialmente. Os navios passam geralmente 1 dia em cada porto, então você vai ter uma visão superficial da cidade que visita.
-O mar nem sempre é calmo. É necessário escolher bem o mar do roteiro em que você vai se aventurar, se for sua estreia.
-Necessita informações mais detalhadas. Cruzeiro é um tipo diferente de passeio, então, você vai precisar de um mínimo de informações básicas, como essas que estou lhe passando.
Pronto. É isso! Não tem mesmo muitas desvantagens. E olha que procurei bastante.

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Agora vamos falar à respeito dos seus medos:
-O navio balança! Não! Os navios são enormes e tem estabilizadores. Você já notou, por exemplo, que os aviões grandões sacodem menos que os pequenos? Então com navios é igual. Para o navio balançar, você tem que ser muito azarada e pegar uma ventania sem proporções, ou tempestades surpresas, ou mesmo um mar difícil como os do extremo sul. Mas isso são coisas que podem acontecer em qualquer meio de transporte.  Claro que você pode ter uma sensação diferente de pouca firmeza no caminhar no começo do cruzeiro, mas com o tempo essa sensação passa.

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-Vou passar mal e vomitar a viagem inteira. Não! Existem remédios para melhorar seu mal-estar que resolvem tudo. E mesmo que você não os tenha levado, os médicos e enfermeiros do navio podem fornecer.
-Sofro de labirintite e não vou me divertir. Não! Eu tenho crises frequentes de labirintite, fico tonta até dançando e não sinto absolutamente nada em cruzeiros.
Minha dica se você ainda tem muitos medos: compre o seu primeiro cruzeiro curto, 3 ou 4 dias somente e escolha um mar calmo. Só para se sentir segura. Depois que testar e gostar, vá em frente e compre o próximo maior.
Como comprar um cruzeiro:
Escolha a região do mundo que quer visitar. Obviamente que você não vai achar um cruzeiro que realize todos os seus sonhos, então escolha um roteiro que te leve ao maior número possível de lugares sonhados.
De uma forma geral, os mares (Egeu, Báltico, Caribe, Adriático) tem águas mais calmas, assim como alguns oceanos (Pacífico e Atlântico sul) tem águas mais agitadas. Você vai precisar consultar um mapa, ou o Google Earth, como eu faço. Mas fique tranquilo, pretendo detalhar esse assunto mais à frente.

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Depois de escolher o destino, pesquise na internet as companhias marítimas que fazem esse destino.  Existem tantas companhias, que é impossível enumera-las todas aqui, mas posso citar algumas que costumo viajar e gosto muito: Celebrity Cruises, Royal Caribbean, Princess Cruises, Disney Cruises , Holland America, Norwegian Cruises (NCL) entre outras. Existem muitas outras boas companhias, mas não conheço todas, logo, não posso opinar. Também existem companhias de luxo muito exclusivas, como a Silver Cruises, por exemplo, que obviamente são maravilhosas, mas pouco acessíveis, à bolsos dos mortais.

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Mesmo me arriscando posso dizer que de todas as companhias que já viajei, a Celebrity é a melhor, um misto de modernidade, luxo e conforto, e com uma comida de primeira. Também correndo risco, posso dizer que não tive uma boa experiência com as companhias italianas: A Costa e a MSC. Não que não sejam boas, mas depois que você viaja com a melhor, seu nível de exigências sobe um pouco e não gostei da comida e da bagunça das italianas.
Eu procuro todos os meus cruzeiros na internet, e depois uso minha agente de viagem para compra-los. Mas você pode comprar sozinho na Internet mesmo, funciona bem e são super sérios. Minha opção pela agente de viagem, é por puro excesso de segurança, gosto de ter com quem reclamar diretamente se der algum problema.

Na compra do seu cruzeiro, você vai escolher o tipo de cabine. Existem muitos tipos ou classes de cabines, mas todas são confortáveis e até mesmo luxuosas.  Basicamente elas podem ser, internas  (sem janelas para fora), externas com escotilhas ( com janelas redondinhas), externas com janelas panorâmicas ( com janelas maiores), externas com varandas ( com varanda) e suítes ( com varandas maiores).  Existem ainda outras luxuosas e exclusivas que são bem caras.
Quando você for escolher sua cabine, tenha em mente a seguinte situação: imagine que o navio é um hotel luxuosíssimo, com todas as opções de entretenimento possíveis, e nele existem quartos desde o subsolo sem janelas, até a cobertura com vista infinita. O navio funciona igual. Se você não se importa de ficar num quarto luxuoso no subsolo, porque vai poder aproveitar todas as atrações do hotel, beleza , pode comprar a cabine interna. Ou você não se importa de ficar num quarto mais baixo, sem vista infinita, mas que ainda tem uma janela e você vai mesmo é curtir o hotel, compre uma cabine externa com janela. Mas se você gostaria de um quarto no alto com vista infinita e ainda todas as atrações disponíveis, sua cabine é a externa com varanda.
Além disso a distribuição das cabines nos decks (andares), também muda o preço, interessante saber que quanto mais alto o deck de sua cabine, mas caro ela custará. E no mesmo deck, as cabines do meio do navio (perto dos elevadores) também são mais caras que as das pontas.
Elas (as cabines) costumam ter classificações com letras, tipo AA  (as melhores), ou AB , BA, BC , etc, também costumam distribuir as cabines pares de um lado do navio e as ímpares do outro lado. Fica mais fácil para você “se achar” lá dentro.
Se você compra seu cruzeiro com antecedência, tipo 6 meses antes, geralmente vai encontrar ofertas que vão desde “Open Bar”, a free internet, free restaurantes especiais, free gorjetas, ou credito em dólar para gastar no barco.  E dependendo da cabine que você comprar, pode escolher uma delas ou mais.
Vamos precisar detalhar isso:
Open bar. Nos cruzeiros fora do Brasil  (os melhores), as bebidas são pagas, e a oferta Open bar, se refere a isso. Você vai poder beber tudo e todas sem pagar nada. Mas aviso que as bebidas no navio não são caras, e a não ser que você seja um grande bebedor, essa oferta não é bom negócio.
Free Internet. O acesso à internet no navio é cara, e você compra em pacotes. E nem pense em usar as operadoras, porque seria via satélite, e custaria os “olhos da cara”. Então se você quiser ficar on e usar wifi na cabine, é uma boa oferta.

Free especialitates. Existem no navio, além dos restaurantes formal e casual (este 24hrs), que estão inclusos no pacote, alguns restaurante de especialidades culinárias como, italiano, japonesa, francês, etc, que você pode reservar  (porque são pequenos), para uma refeição especial e paga uma taxa fixada em dólares pelo acesso ( além da bebida). Na oferta, você pode usa-los sem pagar a taxa. Eu não acho muito interessante, já que no restaurante formal, o jantar é a lá carte e de graça. Vale a pena se você for um gourmet.
Free gorjetas, ou serviços. Os navios costumam incluir na sua conta a gorjeta pelos serviços bem salgada. Estamos falando de em média US12 por dia/ por passageiro.  Então, se você tiver essa oferta, aproveite.
Credito em dólares. Ótima oferta. Eu já ganhei US 300 para gastar no navio, paguei as bebidas e ainda comprei lembrancinhas no Dutty Free do navio.

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Bem, amigos leitores, vou ter que dividir este post em dois, e deixar as outras dicas para a próxima semana. Não fique triste, pois preciso detalhar bastante para poder ajuda-lo, e não gostaria de escrever uma bíblia cansativa. Até mesmo porque você pode se perder com tanta informação. Ok?
Então, até a próxima semana.
Bye!

 

 

 

A inquieta Dublin

Da série Lugares Diferentes: Dublin

Se você nunca pensou em conhecer a Irlanda, não tem ideia do que está perdendo! U2, Colin Farrell, The Corrs, Pierce Brosnan, Sinéad O’Connor, James Joice, Bernard Shaw, Oscar Wilde, Samuel Beckett e Marian Keyes são irlandeses, que tal?  São motivos suficientes para despertar curiosidade? Penso que um país onde nasceram tantas ´pessoas interessantes, merece uma visita. A Irlanda é uma terra diferente, com clima inóspito, mas acolhedora, e povo forte, cheio de personalidade e opinião mas simpático e alegre.
Na verdade, a Irlanda são duas: Irlanda do norte, de maioria protestante, que faz parte do Reino Unido e cuja capital é Belfast, e a República da Irlanda,( ou EIRE) de maioria católica, independente, cuja capital é Dublin e que usa o Euro como moeda.
A primeira, Belfast, é uma linda e agora pacificada cidade, que merece um post, mas hoje vamos conhecer, beber e festejar Dublin!
Dublin é uma cidade de aproximadamente 500 mil hab, alegre e festiva. Existe uma ideia de que a cidade tem um clima difícil, e é verdade, mas não se assuste, apesar do frio e do vento no inverno, não chove tanto como em Londres, e o verão é bem agradável. E para compensar o clima, os irlandeses são calorosos, alegres e receptivos.
É bem verdade que eles bebem pra caramba, mas isso não vai lhe afetar, ao contrário, como dizia meu pai, eles bebem cerveja mas não bebem o juízo.

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Falando nisso, aproveito para falar dos pubs que são uma instituição irlandesa. Existem muitos pubs em Dublin, praticamente um ao lado do outro e curiosamente com uma predileção especial por esquinas.  Você vai caminhando pelas ruas do centro e encontrando em cada esquina um ou mais pubs diferentes!

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Entre eles, destaca-se o The Temple Bar, o mais antigo (desde 1840), e emblemático. Tão importante que dá nome ao bairro inteiro :Temple Bar. Este bairro que você pode visitar à pé, foi antigamente uma área desapropriada que acabou sendo invadida e posteriormente devolvida à população. Hoje, é um bairro boêmio, mas totalmente turístico.

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 Minha dica: quando visitar Dublin, hospede-se em um hotel perto ou no temple bar ( o bairro), para que possa curtir a noite indo de pub em pub, tomando tantas Guinness quanto aguentar e depois voltar à pé para seu hotel. Esse é o típico programa irlandês. E já que estamos falando em bebidas, não posso deixar de mencionar duas especialmente típicas da Irlanda: A cerveja Guinness, uma das mais famosas no mundo e a mais famosa da Irlanda, preta, encorpada, obtida a partir de cevada torrada, cuja fábrica pode e deve ser visitada. E o whiskey Jameson, também muito famoso, e segundo definição do fabricante “o equilíbrio perfeito de notas picantes, baunilha, nozes e suavidade excepcional”.  Apesar da minha ignorância etílica, devo dizer que as visitas à fábrica e a destilaria, foram muito interessantes, e educativas, imagino então que seja um ótimo programa para os conhecedores.

Mas vamos voltar à cidade. Dublin tem um centro pequeno que você pode conhecer à pé, ou até mesmo com aqueles ônibus de turismo que lá chamam de Hop on e Hop off Bus Tour. Funcionam como em outras cidades, e aconselho começar com eles para um tour “geral” . Depois, você escolhe o que quer visitar e desce e sobe dele como for conveniente.

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Alem das atrações etílicas, posso destacar o Trinity College, também no centro, a universidade foi fundada em 1590, por isso tem uma arquitetura de “cair o queixo”, além de uma deslumbrante biblioteca onde Oscar Wilde estudou! Você pode visitar sozinho de graça, ou pagar uma visita guiada por um senhor vestido à rigor, e ficar conhecendo todos os detalhes da sua rica história.
Existem igrejas lindíssimas no centro de Dublin, e mesmo que não seja muito a sua “praia” conheça pelo menos a St Patrick’s Cathedral,  que é dedicada ao santo padroeiro da Irlanda, San Patrick,  e a Christ Church Cathedral que apesar da visita paga (6,5 EUR), vai encanta-lo com sua arquitetura gótica.

Ainda, antes de perambular sem destino pelas ruas de Dublim( que é o melhor programa), você pode visitar o parlamento, recheado de história, o parque Stephen’s Green e o Castelo de Dublin.  São atrações, que valem à pena, mesmo que você não tenha muito tempo. Já se você tiver mais tempo, pode comprar um passeio para conhecer a Kilmainham Gaol,  uma antiga prisão com uma arquitetura linda que já apareceu em alguns filmes como “A espera de um milagre” e onde foram executados os líderes da revolução de 1916. A visita guiada dura 1 hora, e não fica longe do centro. E se você tiver mais de 3 dias para gastar em Dublim, compre um passeio   para conhecer as Falésias de Moher ( Cliffs of Moher), são incríveis, debruçadas sobre o Atlantico, elas compõem um cenário dramático e ficam a 2 horas de carro.
Se você estiver caminhando pela Sufforlk Street, nas redondezas do Trinity College, provavelmente vai esbarrar com uma estátua de uma linda mulher, em bronze , rodeada de turistas fotografando. Trata-se de Molly Malone, personagem da música “Cockles and Mussels”, que diz a lenda, ter sido uma peixeira que vendia frutos do mar pelas ruas de Dublin, e morreu precocemente vítima de febre, e que até hoje perambula pelas ruas nas madrugadas.

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Bom, lendas, bebidas, contos, escritores, tudo conectado faz de Dublin uma festa. Você já pode deduzir que tédio, não é a palavra para a capital da República da Irlanda.
Dublin é intrigante, estimulante, fantástica. Você ficou curioso? Então coloque a cidade nos seus planos. Posso afirmar sem medo que é uma das 5 cidades no mundo em que eu adoraria morar. Visitei-a muito rapidamente e quero voltar com certeza, pois poucas vezes me senti tão leve e feliz numa nova cidade.
Quem sabe ainda nos encontramos em Dublin para tomar uma Guinness gelada!
Bye

 

Talim

Da série Lugares Diferentes: Talim a joia do mar Báltico.

Você já ouviu falar do Mar Báltico? Então, ele já foi mar da Alemanha ou mar do norte, e obviamente fica no norte da Europa. O Báltico banha alguns países escandinavos, e a Europa continental, mas nosso interesse hoje é a Estônia.  Um pequeno país que já foi tomado, dominado e explorado por muitos países vizinhos, interessados principalmente por sua localização estratégica, e cuja capital é Talim.

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Você pode chegar à Talim de várias maneiras, eu fui de cruzeiro, e novamente “esbarrei” em uma cidade encantadora por puro acaso, sem que tenha planejado ou desejado conhecer.
E que linda surpresa! Talim é uma linda cidade medieval, com história e arquitetura, incríveis! A cidade é o resultado das muitas e diferentes ocupações que sofreu, mas fez parte da Rússia até 1991, por isso a influência Russa é predominante. Seu centro histórico, ou cidade velha, foi tombado pelo Patrimônio Histórico da Unesco, e é uma joia preservada.
Talim é dividida em duas cidades: a cidade baixa, que foi construída por artesãos e cidadãos livres, e a cidade alta ou Toompea, onde residiam os cavaleiros, nobres e o clero.
Cada cidade tinha suas próprias leis, e as relações entre elas era tensa. Havia uma grande muralha e portões eram trancados durante a noite para separar as cidades. Hoje em dia, com a independência, as duas cidades são uma só e você pode passear entre elas tranquilamente.

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Comece pelo alto. Suba a colina de taxi ou mesmo à pé, visite todas as atrações possíveis, aproveite para fazer lindas fotos, com a cidade baixa de cenário e depois vá descendo caminhando por entre as casas, nas ruas medievais, e conheça o centro antigo lá embaixo.

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Na colina, você não pode deixar de visitar a Catedral Alexander Nevsky, que é ortodoxa, com arquitetura típica das igrejas de Moscou, cinco cúpulas e lindíssima.Em frente da catedral, está o parlamento, que nem sempre está aberto à visitação. Continue a caminhar pelas ruas medievais em direção à cidade baixa e chegará a Catedral da Virgem Maria, entre, mesmo que não goste muito de igrejas, é um monumento de arte, criada por artesãos em 1233.

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Deste ponto para baixo, é só seguir o fluxo de turistas, pelas ruazinhas medievais chamadas Pikkjalg e Lühike jalg. Os nomes são impronunciáveis, mas não importa, não há como chegar à cidade baixa, sem passar por elas.

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O centro da cidade baixa, tem muitas atrações, entre elas a Câmara Municipal, onde você pode ver o Salão dos cidadãos, a Farmácia da câmara, no mesmo local, o Museu da farmácia, muito legal, a Torre das Senhoritas, que já foi prisão para mulheres e o Poço de corda, na rua Rataskaevu.   O comércio é interessante, e você pode gastar um bom tempo perambulando pelas ruazinhas.
Também na cidade baixa, existe um restaurante medieval interessantíssimo, o Olde Hansa Restoran, onde você pode fazer uma refeição se sentindo na idade média, com talheres, louça e comida medievais! Vale a pena.
Além disso tudo, na cidade baixa você vai encontrar as velhas muralhas, os portões de Viru que conectam a cidade velha com a moderna Talim, e a Passagem de Santa Catarina, uma rua romântica, que conecta  as ruas Vene com a Müürivahe (é assim mesmo), famosa pelas muitas oficinas de artesanato e lojas de couro, cerâmica e tapeçarias.

Se estiver viajando por conta própria, compre uma excursão para o Palácio de Kadriorg, não porque seja muito longe, (são apenas 2 km do centro), mas sim porque este lindo Palácio, merece uma visita guiada.

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O Palácio foi construído para servir como uma residência de verão da família real russa, e nomeado em homenagem a esposa do imperador russo Pedro I, Catarina (Kadriorg em estoniano, Vale da Cataria). No entanto, Pedro I não viveu para ver a conclusão do palácio e após sua morte, ele foi utilizado por outros imperadores russos.  Mas a arquitetura é deslumbrante, como outros palácios da época dos Czares, além de ter jardins impecáveis. O Palácio Kadriorg, é programa para meio dia.
Então, você já pode ter uma ideia de como Talim é interessante. E olhe que tentei resumir bastante suas atrações. Tem muito mais à explorar, se você tiver dois ou três dias na cidade, mas se quiser fazer uma visita rápida, é possível ver tudo em apenas 1 dia.
Se você ainda não se aventurou pelas terras dos Czares, Talim é um bom começo. Você vai ter uma pequena amostra da arquitetura, dos costumes, e da religião ortodoxa, com suas lindas igrejas.  Experimente, eu adorei, e claro, parti logo depois para a Rússia.

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Amigos leitores, com este post sobre Talim, encerramos a série Lugares Diferentes. Apesar de ainda termos muitos destinos inusitados, para comentar, como acontece muito em viagens, é hora de mudarmos nosso destino, e foco. Então,  a partir da próxima semana, começamos outra aventura, ok?
Bye

 

La Splendida Costiera Amalfitana

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A Costa Amalfitana.

Tá bom que a Costa Amalfitana não é tão diferente assim! Mas vamos combinar que não é um destino muito comum, apesar de ser um sonho para muita gente!

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Então vamos começar pela geografia básica: a Costa Amalfitana é uma pequena região na costa sul da Italia, situada entre Sorrento e Salermo.  Mais especificamente falando, são cerca de 60 Km de puro deslumbramento. Algumas cidades são destaques nessa região, como Amalfi, Ravello, Positano e a ilha de Capri.
Aposto que você já ouviu falar destas cidades, não é? Aposto também, que você já as viu em fotos e achou que é uma sonho distante. Bobagem! A “Costieira Amalfitana”, como dizem os italianos, é viável se você planejar, e melhor ainda é tudo isso que você costuma ver nas revistas e muito mais.
Agora vamos as informações práticas.
Você pode chegar a Costa Amalfitana de várias maneiras, a distância é relativamente curta, (cerca de 250 Km de Roma) mas a mais legal, é de carro.  E o motivo é óbvio: são várias cidades na mesma região, com pequenas distâncias entre elas, mas com uma estradinha muito difícil de ser percorrida por ônibus.
Então, arrisque-se e alugue um carro pequeno em Roma ou você pode ir de Roma à Napoles com transporte público (ônibus, trem ou avião)  e alugar um carro em Napoles (60 Km) para visitar a Costa Amalfitana.

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Você ainda precisa saber um detalhe importante: prepare-se para pagar muito por um estacionamento nas cidades. Não há opção. As cidades da Costa, estão “espremidas” entre o Mar Tírreo e as encostas Vulcânicas, então o espaço é pequeno e muito disputado.

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Eu já estive algumas vezes na Costa Amalfitana, e cada vez que volto, o encantamento é o mesmo. Você não enjoa nunca daquela região encantadora. Fiquei hospedada em Positano, que achei ótimo, mas você pode ficar também em Amalfi, outra cidade que tem bons recursos. Entre Positano e Amalfi, a estradinha tortuosa e estreita chama-se Costieira, e atravessa várias vilas e pequenas cidades com muitos hotéis em posições estrategicamente deslumbrantes.
Bom, mas voltando a hospedagem, prefiro Positano e Amalfi, porque são cidades “maiores”, com boa infraestrutura, além de lindíssimas, obviamente.

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Não acho legal hospedar-se em Ravello, porque é uma cidade um pouco fora da Costa,  na verdade situa-se mais acima, o que pode obriga-lo a percorrer maiores distâncias além de não possuir muita infraestrutura. Tambem desaconselho hospedar-se em Capri, pelo mesmo motivo. A ilha fica completamente fora da Costa e além do mais é caríssima. Mas visitar Ravello e Capri, é indispensável! Nem pense em deixar essa duas jóias de fora!
Positano, é uma das cidades mais lindas que conheci. Muitas casinhas empoleiradas na encosta pedregosa, geralmente com a garagem na “lage”, cortada por uma estreita rua (por isso carro pequeno) usada para tudo pela população. Desde comércio, turismo, abastecimento, deslocamento dos nativos, enfim, tudo e todos circulam pela estradinha. Se por acaso um pequeno caminhão precisa parar para abastecer um restaurante, todo o transito para. E espera!  Claro que nem sempre em silêncio, lembre-se são italianos!

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Entre as casas, restaurantes e hotéis você pode ver inúmeras plantações em vários platôs, principalmente dos incrivelmente doces tomatinhos (pomodorinos), e limões sicilianos.

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O comércio mais forte e característico, fica no centrinho de Positano, ou seja, na parte mais baixa, quase ao nível do mar. Já os hotéis se estendem por toda a encosta, podendo as vezes ficar muitos degraus abaixo da rua, então cuidado quando for reservar pela internet. Certifique-se onde fica a rua, e qual é a distância entre o hotel e a rua, porque você vai contar os degraus, certamente.
Posso destacar em Positano, mesmo me arriscando, o Ristorante da Costantino, um lugar simples, onde você pode conhecer a verdadeira cozinha amalfitana. O restaurante fica fora da área turística, bem no alto da cidade, e é difícil de achar sozinho, mas você pode pegar um taxi no centro da cidade e chegar lá com conforto. A cidade inteira é uma delícia, com bons restaurantes, e lojas de roupas de linho, mas gostaria de pontuar que no centrinho, bem la embaixo, tem uma loja de velas artesanais, imperdível! Procure por ela, para comprar muitos suvenires bacanas!

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Amalfi, tem muitas características parecidas com Positano. Pouco espaço, comércio forte, bons hotéis e restaurantes e…  deliciosa, apenas a localização da cidade não é tão íngreme como Positano. Então você pode achar mais fácil caminhar pela cidade, e é mesmo. Além de mais, Amalfi tem uma Catedral (Duomo) de arquitetura bizantina, imperdível que você não pode deixar de visitar, como também não pode perder a confeitaria Andrea Pansa, que fica logo abaixo da escadaria da catedral à esquerda. Um pecado!

Ravello, fica 8 km acima de Positano e Amalfi, e vale tirar um dia para visita-la. Tem um centrinho histórico bem preservado, com uma igreja gótica linda. E é em Ravello que você poderá tirar aquelas fotos lindas que aparecem nas revistas. Como a cidade fica bem no alto, as fotos da costa são imbatíveis.

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Capri é imperdível! Você pode pegar o barco/balsa para Capri, em Positano, Amalfi, Sorrento ou Napoles, pode consultar os horários nos respectivos portos e passar o dia inteiro na ilha!
Tem muita coisa pra ver e fazer em Capri, mas comece pegando o funicular para ver os Jardins do Imperador Augusto. Lá em cima, você poderá ver de um lado a via Krupp, uma estradinha em curvas que leva a uma diminuta praia, e do outro, e os Faraglionis, três picos de rochas saindo do mar quase que rasgando. Belissimos!

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Depois dos jardins, permita-se perder-se por Capri. Conheça as ruazinhas , o comércio e a praça central, é tudo lindo. Eu aproveitaria para almoçar, em um restaurante bem descolado e reservaria a tarde para a região do porto logo abaixo.
Reserve um tempo para visitar a Gruta Azul de barco. É clichê? Sim, mas é um lindo clichê, e o mar de Capri é sempre um ótimo programa. Existem vários passeios para a Gruta saíndo do porto, e você pode escolher e contratar o que achar melhor.  Se você quiser visitar Anacapri, que é a cidade irmã de Capri e fica no outro lado da ilha, penso que seria melhor reservar outro dia, para poder curtir com calma, Capri, a irmã mais bela. Mas é possível visitar as duas em um dia, desde que seja mais rapidinho e volte mais tarde da noite.

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Você já deve ter percebido que a Costa Amalfitana, é um programão! E ainda tem Pompéia, a cidade vizinha de Napoles (25Km), que foi arrasada pelo vulcão Vesúvio! Não deixe de visitar! É uma aula de história, interessantíssima e fica no seu caminho.

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Bom, acho que a Costa amalfitana é destino para 1 semana. Você vai poder ver tudo com calma e curtir cada lugar. A melhor época para visitar é maio/junho e setembro/outubro. Evite visitar a Costa em julho e agosto, porque é alta temporada, e você já sabe: muitos turistas e carros, transito difícil, e preços altos. Também não aconselho ir no inverno, porque muitos restaurantes e hotéis fecham. O melhor mesmo é se programar para ir na “média temporada”, e mesmo nela, evite também chegar na região no domingo! A “Costieira” é programa de domingo para muitos italianos, e fica lotada.
Existem ainda muitos cruzeiros que passam pelo sul da Italia, e aportam em Napoles. Se esse for seu caso, e tiver apenas 1 dia para conhecer a costa, contrate um carro com motorista e escolha somente 1 cidade para conhecer e deixe as outras para a próxima vez.
A Costa Amalfitana é um sonho possível! Encantadora, deslumbrante, incrível! Programe-se conforme seu orçamento ou tempo e garanto que vai querer voltar outras vezes!
Bye!

 

Vamos voar?

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Se você é um daqueles afortunados que viaja em classe executiva, que delícia! Aproveite, mas desculpe, esse post não se destina à você. Mas se você como eu, faz parte da galera que voa na “animal class”, também chamada de classe econômica, puxe uma cadeira, amigo leitor, vamos conversar sobre as aventuras e desventuras de voar enlatado.
Eu viajo em classe econômica e obviamente, não por gosto, mas por não poder pagar um assento na classe executiva. Pensando bem, se eu fizesse uma ginástica econômica, até que poderia, mas sempre que penso nisso, lembro de quantas coisas eu poderia fazer com o dinheiro da passagem, ou quantos dias a mais poderia ficar no roteiro, ou até quantas viagens a mais poderia fazer se fosse de econômica, e …..acabo voando de econômica!

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Mas vamos começar pelo básico, para quem nunca fez um voo internacional. Os aviões grandes, que fazem voos internacionais, geralmente dividem seus assentos, em 3 classes: a primeira classe (perfeita, ótima para os privilegiados e muito cara), classe executiva ( muito boa, com bons espaços para as pernas e atendimento diferenciado) e a classe econômica ( para os mortais), apertadíssima, sem espaço para pernas e braços, e assentos com inclinação desumana.

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A classe econômica geralmente tem o dobro de assentos que a primeira e executiva juntas, consequentemente, é a mais barata. Generalizando e excetuando-se as promoções, ou “achados aleatórios”, podemos considerar que o preço de um assento na executiva custa perto de 3 X mais que o da econômica. É bastante não é?  E dói no bolso pra valer!
Bom, agora vamos falar em comprar suas passagens e neste caso, vale a máxima “ quem compra antes, compra melhor”. Ou pelo menos tem a chance de achar uma promoção que torne o voo menos caro. Eu costumo comprar com pelo menos 6 meses de antecedência, e direto da companhia aérea. Não gosto de usar sites de passagens com promoções mágicas, porque acho que a chance de dar problemas, é maior. E é importante lembrar, que frequentemente aparecem ofertas ótimas em cima da hora do embarque, tipo 1 semana antes, mas não tenho coragem para deixar para comprar na última hora. Mesmo porque, as empresas aéreas costumam liquidar passagens quando o voo não está lotado, e isso é uma possibilidade, não uma certeza.

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Então, logo que decido a data, começo a procurar nos sites das companhias aéreas, sem muitas preferências. Já tive boas e más experiências em diversas companhias mas acho o atendimento da KLM (holandesa) muito bom. Mesmo na classe econômica. Também procuro comprar voos diretos (sem conexão no exterior) sempre que é possível. Penso que a conexão desgasta muito fisicamente e sempre é mais uma possibilidade de perderem sua mala.
Ultimamente, as companhias têm disponibilizado alguns assentos na classe econômica com um pouco mais de espaço para pernas, com nomes variáveis conforme a empresa, (Plus, Confort, Premiun, etc), e você pode compra-los antecipadamente ou na hora do check in, por preços razoáveis. Alem disso, existem os assentos na saída de emergência, que também tem mais espaços parar pernas, mas você só poderá compra-los se tiver menos de 60 anos e nenhuma deficiência física.  Eu costumo comprar esses assentos com mais espaços, nos sites das companhias antecipadamente, pois acho que mereço um pouquinho mais de conforto.
Depois de você comprar sua passagem, tem uma dica legal que ajuda muito: acesse o site www.seatguru.com, que é um site independente, onde você pode achar seu voo de várias maneiras: pelo número do voo, pela companhia aérea, ou até mesmo pelo modelo do avião ( Boing, Airbus, etc). Depois de acha-lo, você pode ver a planta do avião com todos os assentos.  O site disponibiliza inclusive uma classificação em cores para os assentos: verdes são bons, amarelos tem ressalvas e vermelhos, ruins. Assim você pode escolher um assento que achar mais conveniente, ou pelo menos localizar o seu assento e troca-lo se for o caso. Mas atenção, para trocar ou fazer um up grade do seu assento, você precisa escolher no seatguru e voltar ao site da companhia aérea para realizar a troca, ok?
Minha preferência é por assentos no corredor, onde posso levantar sempre que desejar sem incomodar ninguém e em caso de muito pouco espaço para pernas, joga-las nele quando todos estiverem dormindo. Não gosto de ficar em assentos nas janelas, (você não vai ver nada mesmo), e nenhum assento que não tenha acesso fácil ao corredor, ou ainda perto de banheiros, porque é incrível o movimento nos banheiros durante o voo, e aquela luz costuma atrapalhar o seu frágil sono.
Antigamente, quando os voos decolavam mais vazios, eu costumava comprar dois assentos na lateral, um na janela e outro no corredor, deixando um assento vago no meio, na esperança de ninguém compra-lo e assim podermos viajar em duas pessoas em três assentos. As vezes funcionava e era muito bom, e ainda é uma boa ideia, mas hoje em dia os voos decolam tão lotados, que prefiro comprar um confort e não arriscar.
Além disso, ainda costumo levar um agasalho, porque o ar é muito frio, máscara de dormir, uma pequena necessaire com escova de dentes e cabelo, enfim, tudo que for possível para diminuir o desconforto. Lembre-se de levantar pelo menos uma vez durante o voo, e dar uma pequena caminhada para ativar sua circulação de suas pernas. Também tenho um segredinho: tomo remédio para dormir durante o voo, porque ninguém é de ferro, né?

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Por último mas também importante, a comida do avião! Meu conselho é: não crie expectativas à respeito de comer bem na classe econômica. Em geral a comida é sem graça (quando não é ruim), e você terá muito pouco espaço para mover os braços. Nos voos noturnos (a maioria), costumam servir uma “ceia”, logo após a decolagem e um café da manhã pouco antes de aterrissar mas eu costumo fazer lanchinhos nos aeroportos antes de embarcar, para me garantir.

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Ufa! Acho que é isso! Espero que não tenha esquecido nada, mas se você tiver alguma dúvida, entre em contato, estou sempre disponível.
O voo é desconfortável mas vale a pena! Pense que são só 9 horas, ou 10, ou 12, enfim, passa logo, se você pensar nos lugares lindos que vai conhecer!
Bon Voyage!